Foi aberto um inquérito pela Polícia Federal para que sejam investigadas supostas irregularidades cometidas por parte do secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Fábio Wajngarten.

De acordo com o que foi relatado, o inquérito irá tramitar em sigilo e foi aberto através da Superintendência da Polícia Federal, na última sexta-feira (31). A informação a respeito do caso em questão foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo e posteriormente confirmada pela TV Globo.

A informação divulgada pelo jornal e pela emissora apontava que o pedido da investigação foi feito pelo procurador Frederick Lustoza, do Ministério Público Federal (MPF) em Brasília.

O procurador apontou que o objetivo com isso é para que sejam investigados indícios de corrupção, peculato, apropriação de recursos públicos e advocacia administrativa, este em relação ao gestor usar o cargo público para poder defender os seus interesses privados.

Secretário se posiciona

Através de uma nota enviada pelo secretário de Comunicação, Wajngarten confirmou a abertura do inquérito, porém destacou que este é apenas mais um passo em relação ao processo de investigação.

O secretário ainda se defendeu, alegando que agora com isso ele terá mais uma oportunidade de provar que não cometeu nenhum tipo de irregularidade e que provará a respeito disso de acordo com o andamento do processo em questão em que está sendo acusado.

O secretário ainda de justificou, alegando que será comprovado que não existe nenhum tipo de relação a respeito de verbas que foram liberadas pelo governo, quanto à publicidade, e os contratos apontados em relação à empresa FW Comunicação, da qual ele alega que se afastou devido ao que consta na legislação.

O secretário apontou que este cargo que possuía na empresa era seu antes que ele fosse nomeado para o cargo que ocupa atualmente no governo de Bolsonaro. Wajngarten ainda afirmou que isso pode ser constatado através de um atestado no cartório.

Desde o mês de janeiro a Folha vem publicando várias reportagens nas quais tem apontado que pode existir um possível conflito de interesses envolvendo o nome do secretário de Comunicação.

Isso porque Fábio Wajngarten é acionista de uma empresa de pesquisa e auditoria de mídia, e esta empresa é responsável por prestar alguns serviços para outras emissoras de televisão além de agências de publicidade, como foi apontado nas reportagens do jornal.

De acordo com as reportagens, estas empresas que contratam a firma da qual o secretário é acionista, possuem contrato com a Secretaria de Comunicação.

O secretário foi nomeado para o cargo que ocupa atualmente em abril do ano passado. Além disso, foi informado pelo jornal que o secretário havia omitido informações a respeito da Comissão da Ética Pública da Presidência da República.

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