Weintraub foi demitido do cargo de ministro da Educação nesta quinta-feira (18), após 14 meses de governo e várias polêmicas, entre elas, a acusação de ofender chineses nas redes sociais.

A demissão foi informada por Weintraub através de um vídeo postado por ele mesmo, ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

O ministro não entrou em detalhes sobre o motivo da demissão, porém afirmou que a transição já foi iniciada e que nos próximos dias entregará o cargo ao novo ministro. O nome do substituto não foi revelado, nem se ele será interino.

Sobre planos futuros, ele menciona que recebeu uma proposta do Banco Mundial.

Ele falou ainda sobre sua experiência no mercado financeiro e que inicia agora um novo ciclo. Caso ele aceite realmente o trabalho, terá que se mudar para os Estados Unidos, em Washington. Segundo ele, essa seria uma forma de ficar em paz, pois se sente preocupado com a sua segurança e da sua família.

Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, é considerado homem de confiança por ele. A indicação ao cargo no Banco Mundial, foi uma espécie de saída honrosa. Com isso, a tensão entre Executivo e Judiciário, intensificada pelas ações do ministro em ofensas ao STF, pode diminuir.

Weintraub afirmou que continua apoiando o presidente e que defende os mesmos valores, o patriotismo e que tem Deus no coração.

Em agradecimento, disse que foi uma honra participar do governo, desejou sucesso a Bolsonaro, e que sua luta não acabou, porém, continuará lutando de outras formas. Agradeceu o carinho e apoio de seus seguidores também.

Em resposta, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que seus compromissos de campanha continuam, que é um momento de confiança, que não deixará de lutar por liberdade e fará o que o povo quer.

"É um momento difícil", afirmou.

Vídeo polêmico

Em 22 de abril foi divulgado um vídeo de uma reunião, onde o ministro menciona que por ele botariam vagabundos na cadeia, incluindo o STF.

A partir daí começou a situação de desgaste no governo. Nesta quarta-feira (17), o pedido de Weintraub, para ser retirado do inquérito das fake news foi negado pelo STF, por 9 votos a 1.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou o ex-ministro e considerou a sua saída como algo positivo. Para Maia, precisamos de um ministro realmente comprometido com a educação, e que pense no futuro de nossas crianças.

Carlos Nadalim é um forte candidato a assumir a pasta. Secretário nacional de Alfabetização, formado em direito, com especialização em Filosofia, e mestrado em educação, ele é seguidor de Olavo de Carvalho, defensor do homeschooling e faz parte da mesma linha ideológica do governo.

O grande problema de Nadalim é que ele já sofre resistências dentro do governo.

Arthur, irmão do ex-ministro, que tem cargo no Palácio do Planalto, também deixa o governo.

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