Nesta quarta-feira (8), bolsonaristas tiveram suas contas, páginas e perfis pessoais derrubados pelo Facebook, Instagram e WhatsApp. Segundo as redes sociais, houve comportamentos abusivos nos perfis e grupos punidos. Ao todo, foram banidas 88 contas ligadas a assessores da família Bolsonaro e apoiadores no Brasil, dentre elas 35 perfis pessoais, um grupo, 14 páginas do Facebook e 38 páginas do Instagram.

Os atingidos julgam a atitude como censura, alegam falta de transparência e possível motivação política. As críticas recaem também sobre o dono das redes sociais, Mark Zuckerberg.

Contudo, não são apenas os bolsonaristas que criticam a forma com que as redes sociais têm agido.

Os petistas também se queixaram de censura quando, no fim de junho, o WhatsApp desativou cerca de nove contas ligadas ao PT, e que serviam para disparar mensagens políticas de forma automática.

Facebook faz anúncio sobre a derrubada de páginas

O anúncio sobre a decisão foi feito pela diretoria de cibersegurança do Facebook, situada nos EUA. A decisão gerou manchete em todo o mundo, mostrando que os funcionários públicos empregados por bolsonaristas estariam envolvidos "em um comportamento não autêntico coordenado", trabalhando em rede "para enganar o público doméstico sistematicamente, ocultando a identidade dos operadores".

O WhatsApp divulgou uma nota na qual afirma que a plataforma não foi criado para o envio de mensagens em massa e que isso viola seus termos do serviços.

Ressaltou também que este tipo de comportamento é detectado através de sistemas avançados.

Gleisi Hoffmann e Eduardo Bolsonaro criticam redes

A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e deputada federal do Paraná, Gleisi Hoffmann, criticou de forma incisiva as redes sociais controladas por Zuckerberg, afirmando que, sem explicações ou avisos, o WhatsApp suspendeu o canal petista que distribuía, segundo ela, notícias legítimas e consentidas voluntariamente pelos usuários.

Para a secretaria de comunicação do PT, a rede está censurando e impedindo qualquer defesa da legenda.

Segundo Gleisi, tal atitude se configura em algo grave, pois caracteriza prejuízo aos direitos do usuário. Salientou ainda que o Facebook fez um bloqueio arbitrário e sem transparência.

Eduardo Bolsonaro faz críticas semelhantes às redes sociais controladas a Zuckerberg.

Em seu Twitter, disse que o Facebook agiu de forma arbitraria e sem transparência. Eduardo afirma que a plataforma não define o que seria "crime de ódio" e em defesa disse que as páginas e perfis excluídos são conservadores.

As investigações do Facebook mostram que Paulo Eduardo Lopes (Chuchu), um dos funcionários da família Bolsonaro, trabalha como operador de perfis falsos.

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