O empresário bolsonarista Otávio Fakhoury foi condenado a pagar uma indenização de R$ 41,8 mil ao ex-deputado Jean Wyllys por propagação de uma fake news onde Adélio Bispo, acusado de esfaquear o presidente Jair Bolsonaro, é associado diretamente ao ex-deputado federal

Além da indenização financeira, o deputado deverá se retratar publicamente pela propagação das notícias falsas contra Jean Wyllys nas mesmas redes sociais utilizadas para as fake news.

A decisão da Justiça foi baseada na alegação da Polícia Federal, que garante que não existe nenhuma proximidade entre o agressor de Jair Bolsonaro com o ex-deputado federal.

Uma multa no valor de R$ 10 mil por dia será cobrada caso o condenado não cumpra as determinações do juiz.

Entrevista

O empresário Fakhoury concedeu uma entrevista ao jornal O Globo onde afirmou que tentará recorrer à decisão judicial pelo fato de não ser o autor da fake news e ter apenas compartilhado as notícias falsas de outros usuários.

Ainda de acordo com o empresário, ele apenas divulgou o conteúdo porque tinha como objetivo apresentar o texto de Alberto Saraiva para os seus seguidores do Twitter.

Decisão

Embora o empresário afirme que irá recorrer da decisão por não ser o autor, a juíza Mônica de Paula Baptista, responsável pelo caso, já levou a informação em consideração e tinha pleno conhecimento dos fatos.

Na condenação, a juíza deixa claro que mesmo que o réu afirme não ser o responsável pelo texto, isso não tira dele a responsabilidade de divulgar e compartilhar conteúdos mentirosos sobre terceiros.

O ex-deputado Jean Wyllys entrou com ações judiciais contra apoiadores do Governo de Jair Bolsonaro em maio deste ano.

STF

Além da condenação no caso de Jean, Fakhouri é um dos apoiadores do governo investigados no inquérito das fake news que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), com Alexandre de Moraes como relator. Durante as investigações, o empresário chegou a admitir que financiou manifestações favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro disponibilizando caminhões para serem usados durante os protestos.

O mesmo ato já havia sido realizado anteriormente pelo empresário durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef.

Inquérito

O inquérito que está sendo investigado pelo STF apura também os ataques e ameaças realizadas contra os ministros do supremo. Alguns grupos de WhatsApp são listados e averiguados no inquérito, e o empresário também faz parte de um deles. Os grupos tinham como objetivo organizar ações políticas pró governo.

Sobre a participação nestes grupos, Fakhouri afirma fazer parte do mesmo grupo de WhatsApp que o proprietário de redes das lojas Havan, Luciano Hang, porém nega conhecer o dono das redes de academias Smart Fit, Edgard Corona.

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