O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou em suas redes sociais que “a Argentina virou uma calamidade” e ainda declarou que o país foi destruído por um governo socialista. Em um vídeo editado de pouco mais de dois minutos, o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) convida seus seguidores a assistirem depoimentos de cidadãos argentinos para mostrar, segundo ele, como o país foi destruído em poucos meses pelo seu próprio governo.

O vídeo ainda mostra o presidente da Argentina, Alberto Fernández, fazendo uma advertência aos empresários. O mandatário do país de Maradona afirma que por causa da quarentena está na hora dos empresários ganharem menos.

Na publicação, cinco declarações de pequenos e médios empresários da Argentina que tiveram seus negócios comprometidos por causa da pandemia. Os testemunhos que aparecem no vídeo são verdadeiros e foram mostrados pelo canal Todos Notícias, o principal canal de notícias do país. No final do vídeo, o presidente Alberto Fernández, que sugeriu que os empresários deveriam ganhar menos, aparece se recusando a diminuir o próprio salário.

Preocupação

Em entrevista ao Todos Notícias, o presidente argentino disse que a família Bolsonaro tem demonstrado grande preocupação com ele e com a Argentina.

O líder do Executivo do país sul-americano declarou ainda que não pode falar muito sobre o que disse Eduardo Bolsonaro.

Assim como declarou não conhecer Eduardo Bolsonaro, Fernández também declarou que não conhece o presidente do Brasil, mas ressaltou que é indissolúvel a relação entre os dois países.

Ele reforçou sua estratégia de se referir ao Brasil ou ao “povo brasileiro” para não se referir diretamente a Jair Bolsonaro.

Trégua

Foram oito meses de provocações e farpas de ambos os lados, atravancando a relação entre os dois países. Brasil e Argentina então ensaiaram uma trégua após o encontro realizado em Brasília entre o líder do Executivo do Brasil e Daniel Scioli, o novo embaixador argentino no Brasil.

No último dia 19, Daniel Scioli levou uma mensagem de reconciliação do presidente da Argentina e declarou que planeja um primeiro encontro entre os dois presidentes até o fim do ano.

A crítica do filho “03” de Jair Bolsonaro ao presidente argentino é reverberada em parte do povo argentino, principalmente entre os segmentos médio e alto, que acusam o governo argentino de usar a quarentena como única forma de conter o número de vítimas, prejudicando a economia.

A quarentena no país teve uma renovação e durará até pelo menos o dia 20 de setembro, completando 184 dias de isolamento social, a mais longa do mundo.

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