Segundo matéria publicada pelo jornal Extra, cortes no número de beneficiários do Auxílio Emergencial estão levando famílias a dependerem de doações para comer. Fontes do Ministério da Cidadania revelam que em torno de 8,6 milhões de beneficiários foram cortados da prorrogação do Auxílio Emergencial, que vai até janeiro de 2021,com valor das parcelas reduzidos que variam de R$ 300 a R$ 600. De um lado, o Ministério da Cidadania alega que os antigos beneficiários deixaram de preencher os requisitos de elegibilidade do programa. Do outro, muitos beneficiários alegam que se encaixam nos novos requisitos do Governo, mas acabaram bloqueados.

Sendo assim, muitos trabalhadores informais estão com dificuldades para trabalhar e acabaram dependendo de doações ou ajuda de familiares para sobreviver.

A dona de casa Fabiana Rosa da Silva, de 39 anos, do Paraná, que vive com três filhos, com idades entre 6 e 15 anos, estava recebendo o valor de R$ 1.200. Como não foi aprovada para receber a prorrogação do auxílio emergencial, hoje ela recebe R$ 239,00 do programa Bolsa Família. Com a dificuldade em arrumar emprego, ela se enquadraria na prorrogação do novo benefício de R$ 600.

Em entrevista ao jornal Extra, a dona de casa disse que vem recebendo doações por parte de uma igreja. Fabiana também revelou que antes da pandemia do novo coronavírus ganhava a vida como diarista.

Agora, sem renda e com todos os filhos dependendo dela para comer, ela se vê em uma situação complicada.

Defensoria fala sobre bloqueios do auxílio emergencial

Segundo informações do defensor público federal Raphael Caio Magalhães, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) têm levantado dados aos quais o Ministério da Cidadania não tinha acesso.

O problema, segundo ele, é que muitas dessas informações estão equivocadas, e aquele trabalhador que tinha o direito de receber acaba tendo o benefício bloqueado. Magalhães também explica que os prejudicados podem entrar com um pedido de contestação até o próximo dia 2 de novembro pelo site da Dataprev ou junto à Defensoria Pública Federal.

Pnad Covid-19

Dados do IBGE, compilados na Pnad Covid-19, mostram que em torno de 29,4 milhões de domicílios foram beneficiadas com o auxílio emergencial em junho, totalizando 43% do total de 68,3 milhões no Brasil. A pesquisa aponta que 104,5 milhões de pessoas viviam em residências onde pelo menos um morador recebeu o benefício. Isso representa em torno de 49,5% dos brasileiros.

Ainda de acordo com a pesquisa, estima-se que o benefício representou um aumento de 150% na renda daqueles lares com rendimentos na faixa entre R$ 50,34 e R$ 242,15 per capita. É o caso da dona de casa Lucilene da Silva, 39 anos, residente no interior do Piauí. A mulher contou à reportagem do jornal Extra que antes do novo benefício ganhava em torno de R$ 130 do Bolsa Família, além de trabalhar como empregada doméstica.

No entanto, durante os meses da pandemia começou a receber R$ 1.200, e agora, com a redução do auxílio para R$ 300, está passando por dificuldades financeiras.

Lucilene também contou que está esperando outro filho e, por conta da redução no novo valor do auxílio emergencial, está com dificuldades para comprar roupinhas para o bebê que vai nascer. Ela também contou que não saber como irá sobreviver no próximo ano recebendo apenas o Bolsa Família.

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