Na manhã desta quinta-feira (29), a Polícia Civil, em parceria como o Ministérios Público do Rio de Janeiro, realizou uma megaoperação com o objetivo de combater o tráfico de drogas em Belford Roxo, no Rio de Janeiro. Durante a operação, os agentes prenderam o pastor Elisamar Miranda Joaquim, apontado como chefe do tráfico na região do Complexo do Roseiral. O pastor concorre a uma vaga na Câmara de Vereadores de Belford Roxo, pelo PDT. A operação batizada de Itália cumpriu dez mandados de prisão e mais de 60 mandados de busca e apreensão.

Pastor preso

A Justiça do Rio de Janeiro indiciou mais de 20 pessoas pelas práticas ilícitas de associação ao tráfico de drogas e organização de milícia privada.

Além disso, foram despachados inúmeros mandados de busca e apreensão na casa dos suspeitos. A megaoperação deflagrada contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do MPRJ.

O pastor Elisamar é irmão de Eliezer Miranda Joaquim, mais conhecido como Criam, responsável por comandar o tráfico na região e preso em outra operação do MPRJ. Segundo as investigações, Criam colocou Elisamar para administrar as ações da quadrilha na área, uma vez que o sócio Cremilson Almeida de Souza, mais conhecido como Coroa, foi detido no início do ano. Ainda de acordo com informações da polícia, Coroa responde a 18 processos na Justiça relacionados a tráfico de drogas e homicídios de dois PM e um soldado do Corpo de Bombeiros.

Comando da facção

De acordo com a polícia, a intenção de colocar Elisamar como chefe do tráfico no Roseiral foi uma estratégia adotada por Criam com o objetivo de infiltrar o crime organizado na política. Segundo as investigações, Elisamar estava usando a estrutura da facção criminosa para alavancar votos a seu favor e usar sua influência para constranger os adversários políticos que faziam campanhas em regiões onde o grupo de Elisamar era predominante.

Prática de extorsões

As investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) apontam que, além do tráfico de drogas, a facção comandada por Elisamar também costumava desempenhar atividades semelhantes às milícias, o que inclui extorsão de comerciantes e moradores do Complexo do Roseiral, com a cobrança de taxas e indicação de síndicos.

Além disso, o grupo também era responsável em monopolizar a venda de cestas básicas, gás de cozinha e cobrar taxas para circulação de motoristas de aplicativos e vans e demais serviços básicos como a distribuição de água, internet, entre outros.

Na maioria das vezes, os devedores tinham o fornecimento de água suspenso e em alguns casos eram expulsos de suas residências. As práticas ilícitas da facção foram descobertas por meio de grampos telefônicos instalados com autorização da Justiça. Por meio de escutas telefônicas, os investigadores conseguiram descobrir como a facção agia.

Através das investigações, os agentes também descobriram quais eram as funções desempenhadas por cada membro da organização criminosa.

Ainda segundo informações, acredita-se que a facção esteja envolvida por trás de inúmeros assassinatos registrados em Belford Roxo nos últimos anos.

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