Uma ação conjunta entre Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil, realizada na manhã desta quinta-feira (22), culminou na prisão do prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (Republicanos).

Ele foi detido em sua residência, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense, por volta das 6h. De acordo com seu advogado, o prefeito foi pego de surpresa e ainda estava de pijamas.

Na operação também foram detidos Mauro Macedo, que foi tesoureiro da campanha de Crivella, o delegado aposentado Fernando Macedo, além dos empresários Rafael Alves, Adenor Gonçalves dos Santos e Cristiano Stockler Campos, este último da área de seguros.

Eles são suspeitos dos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, Corrupção ativa e corrupção passiva.

Os detidos foram encaminhados para a Delegacia Fazendária e serão ouvidos nesta terça-feira, às 15h, em audiência de custódia, no Tribunal de Justiça. O único que não comparecerá ao TJ será Fernando Macedo, que está com sintomas de Covid-19. Ele foi encaminhado para a Polinter. Outro alvo da operação, o ex-senador Eduardo Lopes, não foi encontrado em sua residência.

Crivella disse que está sendo vítima de perseguição política e que foi o prefeito que mais lutou contra a corrupção. Ele disse também que “espera que a Justiça seja feita”.

Restam nove dias para o final do mandato de Crivella e como seu vice, Fernando McDowell, faleceu em maio de 2018, a prefeitura será assumida por Jorge Felippe (DEM), atual presidente da Câmara dos Vereadores.

As acusações

A ação efetuada nesta terça-feira faz parte da Operação Hades, que tem como alvo investigar um suposto “Quartel General da Propina”.

Os trabalhos de investigações começaram ainda em 2018 e tiveram como ponto de partida uma delação feita pelo doleiro Sergio Mizrahy. Na ocasião ele admitiu ser o responsável pela lavagem de dinheiro. Ainda de acordo com doleiro, Rafael Alves seria o chefe da organização e, mesmo sem ter nenhum cargo público, dava expediente na prefeitura, chegando até mesmo a contar com uma sala na Cidade das Artes.

Em mensagens interceptadas, Rafael deu a entender ter influência para dar ordens na prefeitura e indicar quem quisesse para cargos, além de escolher as empresas que fariam contratos com o município.

Ele recebia cheques de empresas que tinham dinheiro para receber da prefeitura ou fechar contratos. Por meio da propina paga pelas empresas, Marcelo facilitava o fechamento de contratos e o recebimento de dívidas.

Rafael Alves era muito próximo de Marcelo Crivella e frequentemente eram vistos caminhando junto. Mensagens interceptadas mostravam que eles se falavam constantemente.

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