Foi preso na manhã desta terça-feira (22) o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos). A Polícia Civil, em ação conjunta com o Ministério Público do RJ, está realizando operação com o objetivo de cumprir sete mandados de prisão.

A prisão de Marcelo Crivella

De acordo com o que foi apurado, o prefeito é suspeito de envolvimento em esquema denominado de QG da propina. Marcelo Crivella é apontado como um dos supostos chefes da organização criminosa.

Além do prefeito, são suspeitos Rafael Alves, que é irmão do ex-presidente da Riotour (Marcelo Alves), o delegado aposentado e ex-vereador Fernando Moraes, o ex-senador Eduardo Lopes, Mauro Macedo (ex -tesoureiro da primeira campanha de Marcelo Crivella), Cristiano Estocler Campos, empresário que atua no ramo de seguros, e Adenor Gonçalves dos Santos (empresário).

Esquema de recebimento de propina

De acordo com as investigações, alguns empresários pagavam propina para que fosse facilitada a assinatura de contratos com a prefeitura –contratos estes sempre superfaturados. Além disso, empresas credoras davam dinheiro ao grupo para que o pagamento fosse agilizado.

André Alves, segundo o apurado pelo Ministério Público e a Polícia Civil, era um dos que comandava todo o esquema. O empresário, que nunca teve cargo na Prefeitura, tinha sala na Cidade das Artes e era de lá supostamente comandava as negociações com os empresários. Foi ele também que fez a indicação do nome do irmão para a Riotour.

Todos os presos nesta operação no Rio de Janeiro estão sendo conduzidos para a Delegacia Fazendária, que está localizada na Cidade da Polícia, no bairro do Jacaré, que fica na zona norte da cidade.

O ex-delegado Fernando Morais não será levado para a mesma delegacia (Fazendaria) por estar com suspeita de Covid-19. Ele foi conduzido para a delegacia da Polinter.

Ex-senador também foi denunciado

O ex-senador Eduardo Lopes, que está morando no estado do Pará, não foi preso por enquanto. Eduardo também comandou a Secretaria da Pecuária, Pesca e Abastecimento (SEAPPA) do Governo de Wilson Witzel –que está afastado do cargo, envolvido em suspeitas de Corrupção.

Investigações contra Crivella

As investigações que levaram a prisão de Marcelo Crivella tiveram início no ano de 2018 e foram iniciadas com base na delação do doleiro Sérgio Mizrahy. Foi também Sérgio quem primeiro denominou o esquema de corrupção de QG da propina.

A audiência de custódia acontecerá na tarde desta terça. O prefeito nega todas as acusações, diz estar sendo vítima e que as acusações têm motivação política.

Diz ainda que foi ele o prefeito que mais combateu a corrupção.

Por enquanto, quem irá assumir a prefeitura do município do Rio neste final de mandato é o presidente da Câmara de vereadores, Jorge Felipe. A prefeitura está sem vice-prefeito, já que Fernando Mac Dowell morreu no ano de 2018.

Marcelo Crivella tentou a reeleição, mas não conseguiu, perdendo no segundo turno para Eduardo Paes, que assume a prefeitura em janeiro.

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