A sessão da última quarta-feira (17) da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara foi encerrada depois que o clima esquentou entre parlamentares do PSL, defensores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e um deputado do PT. A presidente da CCJ, Bia Kicis (PSL-DF), deu fim à sessão depois do bate-boca.

O imbróglio teve início quando o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) usou o termo “genocida” para se referir ao morador do Palácio da Alvorada por causa da gestão do governo federal na pandemia da Covid-19, que já se aproxima da marca de 300 mil mortos.

O petista declarou que, mesmo com a oferta de vacinas, Bolsonaro não as comprou, assim como também não utilizava máscaras de proteção e, enquanto todas as autoridades de saúde recomendavam para que não fossem feitas aglomerações, tomava o caminho oposto e promovia as mesmas. “Então, ele é um genocida”, enfatizou o petista.

Paulo Teixeira ainda afirmou que quem compactua com os atos e declarações do ocupante do Palácio da Alvorada deverá ser julgado criminalmente. Nesse momento entrou em cena o deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ).

O parlamentar, apoiador de Jair Bolsonaro, dirigiu-se à presidente da CCJ e declarou que não iria aturar o comportamento do petista, voltou-se para Paulo Teixeira e proferiu ofensas ao petista, ganhando o apoio da parlamentar Ale Silva (PSL-RJ.

Enquanto os parlamentares discutiam. Bia Kicis tentou controlar a situação, afirmando que aquela discussão não levaria a nenhum lugar e que iria terminar a sessão, porém os parlamentares continuaram o bate-boca.

Polêmica

A palavra que Paulo Teixeira usou para classificar Jair Bolsonaro e que provocou a ira dos defensores do presidente da República também foi utilizada recentemente pelo empresário e youtuber Felipe Neto.

O influenciador digital recebeu uma intimação para depor sob o tema e foi alegado que Neto estaria cometendo crime contra a Lei de Segurança Nacional (LSN). Filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi quem fez a denúncia contra Felipe Neto.

Depois que o influenciador digital divulgou um vídeo em uma rede social comunicando o fato, ele recebeu mensagens de apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O petista e candidato derrotado em 2018 à presidência da República, Fernando Haddad, também saiu em defesa de Neto e questionou por que Bolsonaro não toma a mesma medida contra ele ou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que também usou a mesma palavra para classificar o líder do Executivo federal.

A juíza da 38ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Gisele Guida de Faria, suspendeu o inquérito policial contra Felipe Neto por entender que houve ilegalidade na investigação. A magistrada ressaltou que o delegado Pablo Dacosta Sartori não tem competência para abrir o procedimento.

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