O agora ex-presidente da Petrobras Roberto Castello Branco, que foi demitido da estatal no último dia 19, enfureceu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em uma reunião ocorrida duas semanas antes do anúncio oficial de sua demissão.

De acordo com o que foi publicado no jornal O Globo, que cobriu os bastidores do encontro, Bolsonaro já estava irritado com Roberto Castello Branco e não conteve mais a revolta ao ver o executivo tomando medidas de proteção contra a Covid-19.

Castello Branco tem 76 anos, ou seja, faz parte do grupo de risco para a Covid-19.

Ele passou todo o tempo no gabinete presidencial usando máscara N95 além de também estar usando óculos de proteção. Ele cumprimentou todos os presentes, mas sem abraços e apertos de mãos, diferente do que fizeram os outros presentes no encontro.

Estavam também na reunião marcada para ouvir as explicações de Castello Branco sobre os reajustes do diesel os ministros: Bento Albuquerque (Minas e Energia), Braga Netto (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura). Apenas Paulo Guedes estava usando máscara, porém a retirava quando ia falar, diferentemente de Castello Branco, que ficou com a máscara o tempo todo. Segundo O Globo, ele chegou a ser perguntado se estava “vestido de astronauta”.

Bolsonaro escolheu para substituir Roberto Castello Branco no comando da Petrobras o general Joaquim Silva e Luna, atitude que provocou queda nas ações da estatal na bolsa de valores e a derrubada do valor de mercado da Petrobras.

Boato de WhatsApp

Circulou no WhatsApp uma mensagem com uma história inverídica dizendo que, depois do anúncio do afastamento do presidente da Petrobras, 300 funcionários teriam sido mandados embora da empresa, o que seria um “expurgo” de integrantes do PT (Partido dos Trabalhadores).

A mensagem ainda afirmava que militares e agentes da Polícia Federal (PF) teriam ocupado cargos na petroleira.

A mensagem afirmava que mais de 300 funcionários com ligações com o petista José Dirceu foram demitidos da empresa estatal, e que um andar inteiro do prédio foi esvaziado para que militares e agentes da PF pudessem se instalar.

O colunista Lauro Jardim, responsável em O Globo pela cobertura dos bastidores do poder em Brasília, revelou detalhes curiosos sobre a demissão de Castello Branco. De acordo com o jornalista, na reunião do dia 5 de fevereiro, Bolsonaro, que já estava irritado com Castello Branco, perdeu de vez a paciência. Para o presidente da República, que costumeiramente promove aglomerações e raramente usa máscara de proteção, cumprir protocolos de segurança se trata de "palhaçada", afirmou o jornalista.

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