O atual governador do estado do Piauí Wellington Dias (PT), que também coordena o tema sobre a vacina no Fórum Nacional de Governadores, disse que é necessário que o Governo Federal acompanhe melhor a situação do novo coronavírus pelo país e que tome medidas a nível nacional, de forma a evitar um possível colapso.

O governador defende medidas nacionais, afirmando que existe o risco de um colapso em todos os estados e que, em caso contrário, estaríamos “enxugando gelo”. "Se um estado faz e o outro não faz, a gente vai estar enxugando gelo", disse.

Neste sábado (27), ele deu uma entrevista à Globo News, onde defendeu medidas preventivas em portos, ferrovias e aeroportos, impondo um maior controle sobre a entrada do vírus.

Leitos de UTI já estão acima de 70% ocupados em 21 unidades

Segundo o governador, é imprescindível que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) agilize a aprovação das vacinas contra Covid-19, visto que os leitos de Terapia Intensiva (UTI) e os clínicos já tem mais 70% de ocupação por pacientes infectados em 21 unidades federativas.

Dessa forma, os governadores pedem que, para impedir maior circulação do vírus, haja um maior controle. E para isso, Dias fez no último dia 25 de fevereiro, na quinta-feira passada, um pedido ao Ministério da Saúde.

A vacinação é urgente

Os governadores defendem também que até abril sejam vacinadas as pessoas que fazem parte do grupo prioritário, daí a necessidade de agilizar a aprovação das vacinas e também que seja permitido que a compra das imunizantes possa ser feita diretamente pelos estados.

Dias afirma que trabalha com a área ambiental da controladoria e que, quando surge uma emergência, ele vai lá, trabalha e conversa, enfatizando que é preciso ter sensibilidade para aprovar, e que está dialogando para que os estados, juntamente com o Governo Federal, possam comprar a vacina.

E isso não seria uma concorrência, afirma o governador.

Medidas de restrição são criticadas por Bolsonaro

Em visita ao Ceará no último dia dia 26 (sexta-feira), o presidente Jair Bolsonaro anunciou em evento a retomada das obras no estado, ocasião em que causou aglomeração.

O presidente também criticou a utilização de medidas rígidas que muitos governadores e também prefeitos vêm adotando por todo o país, afirmando que os mesmos estão na contramão do que o povo realmente quer e destroem empregos.

Jair Bolsonaro pediu que, em vez de criticá-lo que, mesmo depois das eleições, vão para o meio do povo. Bolsonaro também disse que, de agora em diante, quem deverá pagar o auxílio emergencial será o governador que fechar o seu estado.

Lira cogita reunião com governadores

Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados pelo PP de Alagoas, declarou recentemente que manterá diálogo com os governadores para abordar ações conjuntas de ações que possam melhor enfrentar a pandemia do coronavírus.

Lira disse que Manaus foi um pré-aviso da segunda onda do vírus, e que pretende por esses dias fazer conferência com os governadores e ouvir a Comissão Mista de Orçamento. A ideia é saber o que cada um pode contribuir para a superação da pandemia e que os governadores que anunciam restrições e fechamentos também devam contribuir.

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