O youtuber Felipe Neto foi intimado a depor após chamar o atual presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), de genocida. A intimação de Felipe Neto acabou causando uma explosão nas redes rociais e a hashtag BolsonaroGenocida ganhou uma enorme força. Em defesa do youtuber, o ex-candidato do PT à presidência, derrotado por Bolsonaro nas eleições de 2018, também chamou o chefe do Executivo de genocida.

Haddad

Na noite desta terça-feira (16), o petista participou de uma live realizada pela TV, na qual mencionou o fato de que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também chamou Jair Bolsonaro de genocida, e, em tom descontraído e com sorriso no rosto, "desafiou" o governo a processar Doria.

"Hoje, o [governador de São Paulo] João Doria chamou Bolsonaro de genocida. Processa o Doria, pô. Seja homem. O Bolsonaro não tem coluna vertebral", disse.

Em defesa de Felipe Neto, Haddad mencionou que Bolsonaro foi chamado de genocida não apenas por Doria, mas por ele mesmo diversas vezes, e questionou porque o presidente não mandava a Polícia Federal na casa deles, e questionou o motivo de atingir um menino, referindo-se a Felipe Neto, que segue sua carreira de youtuber e é bem-sucedido nisso.

Presidência

Durante a live, o petista ainda comentou sobre a gestão de Jair Bolsonaro e afirmou que, a seu ver, o presidente atual é o mesmo que nada. Questionando como o Brasil se deixou chegar a este ponto, o ex-candidato alegou que Bolsonaro não tem condição nenhuma de enfrentar nada, nem intelectual, moral ou fisicamente.

Ele cita ainda que neste ritmo o Brasil ainda passará por grandes destruições.

Ao relembrar a derrota nas urnas para o atual presidente, Fernando Haddad lamenta e afirma que tudo poderia ter sido diferente caso tivesse ocorrido uma maior união da esquerda.

Carlos Bolsonaro

O autor da queixa-crime contra o youtuber foi um dos filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro.

A acusação é baseada na lei de Segurança Nacional e é comandada pelo delegado Paulo Dacosta Sartori, que, segundo Felipe Neto, foi o responsável por abrir um inquérito contra ele no ano de 2020 onde foi acusado de corrupção de menores.

Genocida

O termo genocida, que tomou conta da internet no decorrer dos últimos dias, é justificado pela postura de Jair Bolsonaro diante da pandemia do novo coronavírus.

Nesta terça-feira (16), o Brasil registrou um recorde com 2.841 mortes causadas pelo coronavírus, ultrapassando assim a marca de 280 mil vítimas fatais da pandemia.