Ao que parece, o discurso negacionista da gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em meio à pandemia e os constantes recordes de mortes estão fazendo o centrão do Congresso rever sua fidelidade ao governo.

Além da posição tida como negacionista pelo atual governo, existe a volta politica do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), que, segundo informações do portal UOL, também levou vários integrantes do centrão a esse ato de repensar sua fidelidade.

Vale lembrar que o centrão é um grupo de partidos que costuma se juntar ao governo em troca de espaço no poder.

No atual governo, passou a fazer uma massa maior na base aliada de Bolsonaro no parlamento desde o primeiro semestre de 2020.

Por outro lado, esse apoio pode terminar quando não compensa mais, no âmbito politico, ficar apoiando a gestão vigente. No governo Bolsonaro, a base do centrão não chegou a ter uma ruptura, mas houve um abalo considerável.

Umas das miras do radar do centrão, hoje em dia, é analisar a crescente rejeição que a população anda tendo a Bolsonaro na gestão da crise sanitária atual, como é mostrada na pesquisa do Datafolha divulgada na última terça-feira (16).

Para políticos do centrão, essa insatisfação popular não está pior porque existe o auxílio emergencial, que tem a tendência de ser menor e não vai durar todo tempo da pandemia.

Além de tudo, parlamentares do centrão assistiram ao ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), devolver os diretos políticos de Lula.

O político, então, começou a fazer diversas criticas ao governo de Bolsonaro. Para deputados do centrão, essa polarização entre Bolsonaro e Lula só vai acirrar ainda mais a corrida eleitoral de 2022.

Em caso de embate, o centrão pode mudar essa fidelidade e assim será melhor não parecer tão ligado ao atual governo, segundo avaliações do grupo.

Sinais dessa mudança

O parlamentar Fausto Pinato (Progressista-SP) afirmou, em entrevista à Carta Capital, que há uma mudança sutil no relacionamento do centrão com o governo Bolsonaro.

Segundo ele, há dentro do grupo um "sinal laranja" que foi ligado e está indo para o “vermelho”. Segundo Pinato, ninguém quer se expor em um governo que tem o perigo de “acabar mal” por causa da pandemia de coronavírus. Ele alerta, ainda, que há um afastamento dos líderes dos partidos até ver o que vai acontecer.

Já no Senado, a pressão para instaurar uma CPI da Saúde é muito maior. O presidente da casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que se dizia contra, logo depois da morte de Major Olimpio (PSL-SP), o terceiro senador morto por Covid-19, já esta admitindo que não tem certeza se pode segurar por muito tempo a abertura da comissão.

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