As mídias sociais se tornaram um importante canal de comunicação entre políticos e o eleitorado. Tanto na esquerda quanto na direita, os conteúdos são cada vez mais direcionados ao público alvo e debates de questões de destaque no cenário nacional. Não é diferente com Guilherme Boulos (PSOL). Na noite desse domingo (25), o político postou mais um vídeo do quadro do seu canal do YouTube Café com Boulos, que teve como tema "O que falta para Bolsonaro despencar".

Boulos é um dos nomes que tem ganhado corpo na esquerda nacional e deve ser candidato ao Governo de São Paulo em 2022, podendo ser uma opção até para concorrer ao cargo de presidente.

Na eleição do ano passado chegou ao segundo turno na corrida pela prefeitura de São Paulo.

Fenômeno Bolsonaro

Na conversa, Boulos procura colocar em discussão, diante do ponto de vista dele, como ainda o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), ainda tem uma boa fatia do eleitorado que ainda o apoia.

difícil ententer, mas ainda tem gente que apoia o governo Bolsonaro. É verdade que ele está no seu maior nível de rejeição, desde o início do mandato. Datafolha mostra que a reprovação ao Bolsonaro subiu doze pontos nos últimos três meses. O Datapoder 360 coloca que aqueles que consideram o governo ruim e péssimo estão hoje em quase 60%. Mas se a gente olhar quase quatrocentos mil mortos [pela pandemia], 14 milhões de desempregados, a questão não é nem o aumento da reprovação, é entender como é que ela não é completa na sociedade brasileira.

Ou seja, como é que o Bolsonaro ainda tem alguma aprovação popular? E o que falta pra ela despencar de vez?", disse.

Segundo Boulos, uma parcela da população se identifica com os princípios ideológicos mais polêmicos do presidente.

"No mímimo 10% e no máximo 15%. Quando eu converso com alguns analistas de pesquisa, esse é o percentual que eles dizem que é o núcleo duro do bolsonarismo.

Gente que não só votou nele, mas que acredita em tudo que ele diz. Gente que defende armar toda população, o fim dos direitos humanos, a volta da ditadura, do AI5, tem gente até que acredita que a terra é plana. (...) Bolsonaro fez foi tirar eles do armário e ser a voz de uma série de absurdos que estavam ali contidos e tinham até uma vergonha de se expressar na sociedade", analisou.

Ainda de acordo bom o esquerdista, existe uma parte do eleitorado de Bolsonaro que não é de extrema-direita e deve para de apoiar o governo em breve.

Mais críticas ao presidente

Para Boulos, o presidente vende uma imagem que não condiz com a realidade.

"Fato é que ele consegue sustentar para milhões de pessoas uma narrativa de que ele não é o responsável por todo caos que o país tá vivendo. De que a culpa da pandemia é do STF, dos governos, dos prefeitos", afirmou.

O político acredita que mais pessoas podem desembarcar do governo Bolsonaro.

"O que a gente precisar é dialogar com aquelas pessoas que não são do bolsonarismo, do núcleo duro, extremista, mas que ainda acreditam de algum modo no Bolsonaro.

Mostrar que ele não é nenhuma vítima do sistema político que não deixar ele governar, ao contrário, ele é um covarde que não assume as suas responsabilidades políticas como presidente do Brasil", disparou.

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