Nesta segunda-feira (26), Guilherme Boulos (PSOL) foi entrevistado pela equipe da CBN Grandes Lagos 90.9 FM, da cidade de São José do Rio Preto, no interior do estado de São Paulo. Na pauta, a situação política do Brasil e no estado.

Oposição ao PSDB

Boulos é um novo que ganha força na esquerda. Ele chegou ao segundo turno da eleição para a prefeitura da cidade de São Paulo em 2020 e foi candidato à presidência da República em 2018. O político tem sido cogitado para corrida ao cargo de governador em São Paulo, em 2022. Boulos é oposição ferrenha aos tucanos que comandam o estado há décadas.

"Me incomoda muito a situação que está hoje o Governo de São Paulo, o estado de São Paulo. O estado de São Paulo é o estado mais rico da federação e está entre os mais desiguais do Brasil. Por um abandono. São trinta anos de governo do PSDB, agora com Doria", reclamou.

O político ainda fez acusação de corrupção contra os tucanos. "Essa turma não sai de lá, fez do estado uma capitania hereditária. Esse pessoal do PSDB tem um legado de roubalheira: máfia de merenda, máfia do metrô, máfia do rodoanel. E São Paulo tá parado. São Paulo está ficando para trás. Eu tenho muita vontade de ajudar a derrotar essa hegemonia tucana", atacou.

Pandemia

O político também comentou sobre o enfrentamento ao coronavírus no estado de São Paulo e no país, nesse momento em que o Brasil se aproxima dos quatrocentos mil mortos em virtude da Covid-19.

Boulos disse o que faria se tivesse no comando das políticas públicas. "Eu, se tivesse com a caneta mão, teria feito aquilo que os governantes dos países que enfrentaram a pandemia com sucesso fizeram. Era combinar medidas de isolamento sanitário, testagem em massa, tinham que testar a população, porque testando você identificaria onde está os focos de contágio.

Aqui no Aeroporto de Guarulhos perderam a validade milhares de testes que não foram usados. Se você tivesse identificado precocemente os focos de contágio, como fez a Coreia do Sul, como fez a China, como fizeram inúmeros países do mundo, você poderia fazer um isolamento mais eficaz, não permitir que o contágio se espalhasse", opinou.

Boulos ressaltou a necessidade o auxílio financeiro para que as pessoas fiquem em casa, numa medida que visa a coibir a proliferação do vírus. "Outra medida fundamental é dar o apoio econômico. Uma das formas de você segurar o contágio é de fato fazer com que as pessoas fiquem em casa. Agora, ficar em casa não é uma escolha só. Sabe? Não é 'ah vou ficar em casa'. Isso hoje no Brasil é um privilégio. Quem sai para trabalhar em um ônibus lotado não é porque quer. Não é porque não acredita no vírus. Faz isso na maior parte das vezes é porque não tem outra alternativa para poder levar o pão para mesa", pontuou.

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