José Barroso Tostes Neto, secretário da Receita Federal, confirmou que teve um encontro com o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e suas defensoras para falar sobre as suspeitas sobre o ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz. De acordo com informações da revista Época, a confirmação foi uma resposta a um requerimento que foi apresentado pela Câmara dos Deputados. Ao todo, foram realizados três encontros. As informações são do site UOL.

No documento aprovado por José Barroso Tostes Neto e enviado à Câmara, a Receita Federal confirmou as 3 reuniões, além de relatar as pessoas que estavam presentes em cada uma delas.

Procurada pela reportagem do site, a assessoria da Receita Federal afirmou que a instituição "não irá se manifestar" sobre o assunto. O UOL também entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro, porém não obteve resposta.

A primeira reunião ocorreu no dia 26 de agosto do ano passado, com a presença de Juliana Bierrenbach e Luciana Pires, advogadas do filho 01 do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no caso Fabrício Queiroz. A segunda reunião aconteceu no dia 4 de setembro, e nela esteve presente apenas Juliana Bierrenbach. Já no último encontro, ocorrido no dia 17 de setembro, estavam a advogada Luciana Pires e seu cliente Flávio Bolsonaro. Foi no último encontro que o secretário teria mostrado ao senador uma lista contendo datas e nomes das pessoas que teriam acessado o perfil de Flávio na Receita.

A defesa do parlamentar afirma que a Receita Federal fez um levantamento ilegal do perfil tributário do senador e teria passado as informações ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Econômicas). O Ministério Público (MP) teria usado esses dados para abrir uma investigação sobre suposto esquema ilegal de desvio de verba pública no gabinete de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), na época em que ele era deputado estadual.

O MP afirma que no esquema em que Flávio está sendo investigado, servidores da Alerj estavam devolvendo parte de seus vencimentos ao filho do presidente da República, Flávio atuou como deputado estadual de 2003 a 2019. Fabrício Queiroz, amigo de longa data de Jair Bolsonaro, atuava como assessor de Flávio, Queiroz é apontado como o principal operador do esquema, tanto Queiroz quanto Flávio negam as acusações.

Família Bolsonaro

Segundo a revista Época, a Receita Federal não revelou o conteúdo das reuniões. No mês de março o portal UOL publicou uma série de reportagens com informações sobre as contas bancárias no caso de Flávio Bolsonaro e indícios de irregularidades no gabinete de Jair Bolsonaro na época em que era deputado federal e do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

PGR

A Procuradoria-Geral da República intimou as advogadas do senador Flávio Bolsonaro a prestarem depoimento sobre o suposto relatório feito por servidores da Receita. Os depoimentos estavam marcados para os dias 13 e 20 de abril, porém, conforme foi apurado pela jornalista Juliana Dal Piva, colunista do UOL, ambas já responderam à PGR invocando sigilo profissional e não irão comparecer.

O senador Flávio Bolsonaro em seu Twitter negou a existência do relatório e afirmou que irá processar o jornalista que, segundo ele, "inventou um fato inexistente".

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