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Em entrevista concedida nesta quinta-feira (9), Elisabete Sato, que ocupa a função de Diretora do Departamento de Homicídios da Polícia Civil de São Paulo disse que nem a tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, a Rota, entra nas favelas da capital paulista. A diretora disse que o nível de violência e de armamento dos bandidos está em grau tão elevado que territórios das favelas são literalmente controlados pelo crime organizado assim como ocorre nas favelas do Rio de Janeiro.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, que publicou a reportagem, essa é a primeira vez que uma integrante do alto escalão da cúpula que comanda a segurança pública do governo do tucano Geraldo Alckmin admite a gravidade da violência em São Paulo, lembrando que Alckmin é um nome forte e um dos possíveis candidatos à Presidência da República em 2018.

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Delegada atua há mais de 40 anos na polícia

Elisabete Sato exerce suas atividades na Polícia Civil há mais de 40 anos e, por consequência, possui uma grande admiração da corporação onde atua. A polêmica declaração sobre a situação das favelas paulistanas foi dada durante o evento denominado MPD (Ministério Público Democrático), em São Paulo.

Para a delegada, a cidade vive um verdadeiro “caos social” e que mesmo com todos os esforços da polícia, o grave problema da segurança pública nas cidades não será resolvido somente com a força policial, mas, sim, com uma mudança na legislação, que, na opinião da delegada, é muito branda e que possui leis arcaicas.

Favela de Paraisópolis

Uma das favelas paulistanas mais conhecidas nacionalmente é a de Paraisópolis, já que o local até foi tema de uma das novelas da Rede Globo de Televisão.

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Sobre Paraisópolis, a delegada disse que a favela é um dos principais redutos da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e que muito policiais e investigadores reclamam da dificuldade de entrar na favela devido a forte resistência do crime organizado.

Inclusive, foi de Paraisópolis, que o Piauí, Francisco Antônio Cesário da Silva, ordenou no ano de 2012 a morte de policiais militares, atitude que levou a PM a ocupar a comunidade naquele ano. A delegada também afirmou que existe um grande problema na própria sociedade que não vê com bons olhos os policiais e que existe muita hostilidade por parte da população nos locais em que a polícia atua.

Reação às afirmações da delegada

Através de nota o Secretário Estadual de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, disse que é um verdadeiro absurdo dizer que os polícias não conseguem entrar nas favelas de São Paulo.

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O secretário, inclusive, citou algumas operações que a polícia entrou em Paraisópolis.