A cidade que não para completou 464 anos no último dia 25 de janeiro e ganhou um presente charmoso; daqueles que remetem a uma porção de conceitos: arquitetura, história, ciência e arte reunidas num único espaço.

Situado no bairro paulistano dos Campos Elíseos, o Museu de energia reabre após um ano de fechamento aos visitantes.

Há várias novidades abrigadas no requintado imóvel que pertenceu ao irmão mais velho de Santos Dumont, o “Pai da Aviação”. Entre elas, vários recursos audiovisuais mostram como funcionava a iluminação pública do século XIX, abastecida com óleo de peixe, até os dias atuais.

Fotos e quadros cooperam com o acervo.

Voltando

Falando um pouco do passado, o edifício-sede do Museu de Energia tem atrações para os que gostam de curiosidades históricas ou ficam atraídos pelo estilo arquitetônico.

Conforme citado anteriormente, o palacete foi morada de Henrique Santos Dumont, um dos homens mais ricos do final do século XIX. Além disso, o projeto pode ter passado pelas mãos do escritório de outra personagem famosa aqui em São Paulo: o engenheiro Ramos de Azevedo. Não há dados conclusivos para a obtenção de certeza, mas é grande a possibilidade de que isto tenha ocorrido.

Quando a elite paulistana começou a enfrentar a decadência, muitas famílias abastadas saíram dos Campos Elíseos. O palacete não foi exceção desta retirada em massa. Ao longo do século XX, a construção abrigou um internato para mulheres e uma sociedade beneficente.

Em 2001, a Secretaria de Estado da Cultura resolveu doar o espaço para a Fundação Energia e Saneamento. Quatro anos mais tarde, o palacete dos Campos Elíseos se transformava em Museu da Energia.

Lá dentro tem o quê?

Atrás da arquitetura sóbria e formal, esconde-se um espaço dinâmico e moderno. Os visitantes poderão desfrutar e conhecer várias maneiras de interação; nelas, aprenderão a como lidar com o uso sustentável da energia, por exemplo.

Em outro ambiente dentro do museu, existe o “Espaço das Águas”, contando o caminho percorrido por este recurso hídrico, desde a captação e tratamento nos reservatórios até a chegada às torneiras de casa (o consumidor final).

Versátil, o Museu de Energia contará com exposições temporárias de arte e, no momento, oferece ao público a mostra “Encontros improváveis de um lugar em comum”. Nela expõem-se obras de artistas modernos como Guto Lacaz e Regina Silveira. As obras e instalações propõem uma interação, um diálogo com os temas da energia.

E fora dele tem mais coisas...

Na área externa do museu, haverá um espaço permanente para a grafitagem e pintura em murais, cuja temática estará obrigatoriamente relacionada à água e à energia. A intenção é que, a cada ano, sejam convidados outros artistas visando à renovação artística deste espaço aberto.

Com tantas atrações, o objetivo do Museu de Energia é a transformação de um lugar para o exercício da expressão, da reflexão e da convivência social.



Serviço

Endereço do Museu de Energia: Alameda Cleveland, 601 (próximo à Av. Rio Branco) – Campos Elíseos – São Paulo

Dias e horários: de terça a sábado – das 10 h às 17 h

Informações: 3224-1489

Entrada: grátis.

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