O Instituto Médico-Legal (IML) de São Paulo informou, segundo reportagem da Rádio Bandeirantes na quinta-feira, 2, que irá alugar 15 contêineres para armazenar 3 mil corpos de vítimas da covid-19. A previsão é de que o número de mortos aumente consideravelmente nas próximas semanas.

Em cada contêiner é possível manter 200 corpos e haverá distribuição das unidades para várias regiões. Dessa forma, os IML centra e leste contarão cada um com seu próprio contêiner, bem como as regiões de Artur Alvim, Santo André, e nas cidades de Campinas e Santos. Também serão enviados para Osasco e cidades maiores do interior.

São Paulo é o estado com maior número de mortes confirmadas pelo coronavírus, tendo contabilizado, até sexta-feira, 3, 219, de um total de 359 falecimentos em todo o Brasil – o que corresponde, de acordo com o Ministério da Saúde, a uma taxa de letalidade de 4%.

O Brasil é o país com maior número de infecções na América Latina, com 9.056 casos oficialmente registrados até o momento, sendo 1.146 de quinta para sexta.

Na quarta-feira, 2, a prefeitura de São Paulo publicou, no Diário Oficial, que serão adquiridos também 20 carros funerários, por meio de contrato emergencial. Eles serão operados pelo Serviço Funerário Municipal, a fim de garantir enterros, viagens e remoções dos corpos.

Situação no Equador assusta a América Latina

A medida tomada pelo governo de São Paulo visa a prevenir uma situação semelhante à cidade de Guayaquil, no Equador, onde os sistemas tanto de saúde como funerário entraram em colapso.

Na quarta-feira, 1º, o governo do Equador anunciou que removeu 150 corpos que ainda se encontravam em casas, em Guayaquil, cidade que concentra 70% dos casos de covid-19 no país.

O grande número de mortos faz com que não seja possível dimensionar a quantidade de pessoas efetivamente vitimadas pelo coronavírus.

Em função da gravidade da epidemia na cidade, o toque de recolher da população foi ampliado para se iniciar às 16h – no restante do país, desde o dia 21 de março, ele começa às 19h e se finaliza às 5h.

Devido ao medo da contaminação, diversas casas funerárias decidissem encerrar suas atividades diante da pandemia. Aquelas que permanecem em funcionamento – apenas 20 das 120 que existem na cidade – sofrem com a falta de funcionários. Há escassez de caixões e os cemitérios também já não têm espaço para novos enterros.

O presidente Lenín Moreno determinou que fosse criada uma força-tarefa com militares e policiais para trabalharem na remoção de corpos, segundo informou Jorge Wated, responsável pela crise do coronavírus no governo equatoriano, em coletiva de imprensa realizada na quarta.

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