Estreou nessa última quinta-feira (18) na Netflix o filme "Obsessão Secreta" (Secret Obsession). O longa é dirigido por Peter Sullivan e tem no elenco: Brenda Song, Mike Vogel e Dennis Haysbert. A produção de 1h37 tem roteiro do próprio Sullivan com a colaboração de Kraig Wenman.

O enredo

O longa-metragem inicia com a protagonista Jennifer (interpretada pela atriz Brenda Song) tentando escapar do ataque de um agressor misterioso.

Em sua tentativa de fuga, ela acaba sendo atropelada.

Levada ao hospital com ferimentos graves, ela acaba perdendo a memória. Depois de ser tratada no hospital, sob o olhar atento de Russel (o personagem vivido por Mike Vogel), que diz ser seu marido, ele a leva para casa.

Jennifer não lembra de absolutamente nada sobre seu passado, o que ela sabe sobre si, são as informações que Russel lhe diz.

A função de um filme de suspense é fazer com que o espectador fique com dúvidas e questionamentos sobre a obra que está assistindo, e para quem assiste a um filme do gênero, é um jogo divertido tentar adivinhar "quem é o assassino" ou qualquer outro tipo de mistério que precise ser revelado.

Estranhamente, a Netflix parece que quis retirar este prazer de quem se aventurar a assistir "Obsessão Secreta", pois no trailer da obra é revelada toda a trama. Para aqueles que não assistiram ao trailer, também a sinopse do filme já entrega quem é o vilão da história.

Obviamente que não há uma regra que proíba que um longa de suspense revele quem é o vilão da história desde o início, pois há várias obras do gênero que fazem isso.

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O problema do filme de Peter Sullivan é o como o diretor conduz a trama. O filme tem um roteiro fraco que abusa do uso de vários clichês do gênero. Talvez a maior vítima da falta de imaginação do roteiro de Sullivan e Wenman tenha sido o bom ator Dennis Haysbert. O ator interpreta Frank Page. O policial veterano é o detetive que irá desvendar o caso envolvendo o acidente de Jennifer.

Haysbert dá dignidade ao personagem, por meio de sua atuação, chegando até mesmo a lembrar o personagem de Morgan Freeman em "Seven", um detetive veterano e um tanto quanto desmotivado com o trabalho na polícia.

O detetive Page não consegue lidar com a dor de não ter conseguido desvendar o caso do desaparecimento de sua própria filha, então acaba por esforçar-se ao máximo para ajudar a protagonista. O que deixa evidente a fragilidade do roteiro, pois, as situações não são parecidas.

Além de um roteiro fraco, o longa-metragem tem uma cinematografia básica que não ousa em momento algum, além de uma trilha sonora totalmente equivocada que leva o filme a parecer mais com um melodrama do que com um filme de suspense.

A Netflix talvez precise ser mais criteriosa com suas produções originais, pois mais uma vez o serviço de streaming disponibiliza em seu catálogo uma produção de baixíssima qualidade.

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