Estreou na Netflix mais uma produção espanhola, “O Silêncio do Pântano”. O filme é baseado no livro homônimo de 2015 escrito pelo jornalista e escritor Juanjo Braulio. O elenco conta com Pedro Alonso, Nacho Fresnada, Carmina Barrios, José Ángel Egido, Àlex Monner, Raúl Prieto, Maite Sandoval, Javier Godino, Luiz Zahera e Miguel de Lira. A produção foi dirigida por Marc Vigil e roteirizada pela dupla Carlos de Pando e Sara Antuña.

Velhos conhecidos

O filme de 92 minutos tem potencial para figurar entre os 10 mais assistidos na plataforma de streaming por conta da presença de seu protagonista, o ator Pedro Alonso, conhecido por sua participação na série espanhola “La Casa de Papel”.

Embora não seja um nome conhecido do grande público, o cineasta Marc Vigil já dirigiu alguns episódios de outra série espanhola de sucesso “Vis a Vis”, que é dos mesmos criadores de “La Casa de Papel”. Este é o primeiro longa-metragem dirigido por Virgil, assim como é o debut para os roteiristas Carlos de Pando e Sara Antuña. O longa-metragem, assim como as já citadas “La Casa de Papel” e “Vis a Vis”, não foi feito pela Netflix, a empresa comprou os direitos da obra e a distribuiu mundialmente.

Não é nova a estratégia da Netflix de expandir seu catálogo com produções de vários países do mundo, mas a Espanha parece ter um lugar de destaque na gigante do streaming, pois é imensa a quantidade de séries e filmes deste país na Netflix.

Aos poucos, os assinantes da gigante do streaming começarão a reconhecer vários artistas do país tal é a frequência que eles aparecem na plataforma de streaming, como por exemplo, Francesc Orella, o protagonista da excelente série “Merlí”. O ator é figura fácil em produções espanholas.

Sem spoilers

Falar sobre a sinopse deste novo é filme é uma tarefa não muito fácil, pois se corre o risco de revelar informações que irão estragar a surpresa (ou decepção) do espectador com seu desfecho.

Como dito anteriormente, certamente a presença de Pedro Alonso no filme irá atrair público para a atração.

Mas isto acabou sendo pouco para fazer com que o filme fosse algo interessante. Alonso vive “Q”, escritor de sucesso especializado em livros policiais. A trama então envereda pelo envolvimento do escritor em uma cadeia de acontecimentos que mostram o envolvimento da polícia com o crime organizado.

Chega de Berlim

O talentoso Alonso está bem diferente do papel que lhe deu fama mundial, o ator deu ares introspectivos ao protagonista deste novo filme. Outro destaque da produção é o vilão Falconetti (Nacho Fresneda). Mas os atores sofrem com um roteiro confuso que entre outras coisas, não consegue fazer com que o espectador tenha uma conexão maior com os personagens, sejam o protagonista Alonso ou o vilão Falconetti. Curiosamente, talvez seja este último que acabe tendo maior sucesso na tentativa da obra de mostrar as várias camadas do personagem.

O filme em seu início bebe na fonte do clássico moderno “Psicopata Americano” (2000) e usa até mesmo uma narração em off como a produção protagonizada por Christian Bale.

Mas esta referência explícita é abandonada ao longo da trama (ou não). Outra possível referência da obra é o filme “Onde os Fracos Não Têm Vez” (2007).

O filme de Vigil valoriza o silêncio, principalmente no que diz respeito ao protagonista Q, o uso da trilha sonora é usado de maneira parcimoniosa, que valoriza os momentos mais tensos. Ao fazer uso da metalinguagem o filme deixa um final aberto que irá dividir opiniões e ainda deixa margem para uma (desnecessária) continuação.

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