Estreou na Netflix a minissérie francesa “The Eddy”, que se trata de uma boa pedida para os amantes do jazz. A produção é uma criação de Jack Thorne e tem como grande atrativo ter os dois primeiros episódios –de um total de oito– dirigidos por Damien Chazelle.

O cineasta tem entre suas obras “Whiplash” (2014) e “La La Land” (2016), este último fez com Chazelle se tornasse o diretor mais jovem na história do Oscar a ganhar na categoria Melhor Diretor. Os outros diretores da nova minissérie da Netflix são: o ganhador do Emmy Alan Poul “Tales of the City”, Houda Benyamina (“Divines”) e Laïla Marrakchi (“Le Bureau des Légendes”).

A trama

A minissérie é ambientada em uma Paris moderna que mostra bairros boêmios, mas, ao mesmo tempo, não esconde as áreas mais carentes da Cidade Luz. É neste cenário multicultural que a trama acompanha a trajetória de Elliot Udo (André Holland), um lendário pianista de jazz de Nova York que se tornou sócio de um clube de jazz em Paris, o The Eddy que dá nome à minissérie.

O outro sócio do clube é Farid (Tahar Rahim) que também é o melhor amigo de Elliot. Farid acaba se envolvendo em negócios ilegais que acabam por colocar a segurança de todos os que trabalham no clube em perigo. Além de ter que lidar com a situação complicada deixada por seu sócio, Elliot também tem que lidar com relação complicada que tem com sua namorada Maja (Joanna Kulig), a cantora da banda do clube.

A vida de Elliot torna-se mais complicada ainda quando sua filha Julie (Amandla Stenberg) deixa Nova York, onde morava com a mãe e o padrasto para viver com o pai em Paris. Ao longo da série o protagonista terá que lidar com inúmeros problemas, ele terá que lidar como os fantasmas do passado, que fez com que sua relação com sua filha, uma adolescente problemática de 16 anos se tornasse difícil.

Glen Ballard

O produtor musical e compositor, ganhador por seis vezes do Grammy, o americano Glen Ballard é um dos grandes responsáveis pela qualidade da obra da Netflix. O produtor musical, que tem no currículo o álbum clássico da cantora canadense Alanis Morissete “Jagged Little Pill” (1995), é o autor das canções que são ouvidas na minissérie.

Ele também foi o criador da banda The Eddy que é composta por músicos profissionais consagrados com experiência no Cinema e com trabalhos ao lado de grandes nomes da música mundial como Lenny Kravitz. Para o espectador isto faz toda a diferença quando os atores estão realmente tocando os instrumentos em uma produção audiovisual.

Impactante

O diretor Damien Chazelle é conhecido por colocar o jazz em quase todas as suas produções, ele próprio foi baterista do estilo. No primeiro episódio fica evidente o esmero com que o diretor constrói a trama com o uso de ângulos de câmera mais ousados, uma fotografia com tons mais frios, crua e o uso de câmera na mão, que dá um aspecto quase documental à minissérie.

Mesmo que a partir do segundo episódio, a maior parte do que foi mostrado no primeiro capítulo da saga não esteja mais lá, já é tarde demais, o espectador já se encontra imerso naquela história que a obra quer contar, e os possíveis pontos fracos da série, a trama envolvendo a complicada adolescente Julie possa aborrecer o espectador. Isto não é o suficiente para fazer com se perca o interesse pela trama.

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