Em menos de um mês o Ministério da Saúde tem seu comando trocado, primeiro pela demissão de Luiz Mandetta e agora com o pedido de exoneração de Nelson Teich do cargo de ministro, justamente em um momento em que a saúde deveria ser prioridade e este setor do governo deveria ser o mais seguro.

A pandemia do novo coronavírus assolou vários países provocando a morte de milhões de pessoas ao redor do mundo e danificando de forma catastrófica a economia mundial. Com a situação em que se encontra o Brasil percebe-se que há uma instabilidade e até uma insegurança quanto aos efeitos das ações do Ministério da Saúde para sanar com os males sociais.

Trocas consecutivas no comando do Ministério da Saúde mostra instabilidade no governo

Em 16 de abril, o então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta foi demitido por sua posição contrária as decisões do presidente Bolsonaro para conter o avanço do coronavírus (Covid-19). Com a admissão de Nelson Teich um dia após adeptos do bolsonarismo acreditavam que a Saúde e a economia andariam de forma mais tranquila. Contudo, Teich se mostrou contrário as decisões de Bolsonaro quando nesta manhã de sexta-feira (15), informou por meio de nota do Ministério da Saúde que não deseja continuar como um dos componentes a assumir um ministério no governo de Jair Bolsonaro.

Segundo informações do G1, há indícios de que o poder de gerir o ministério foi minimizado nas mãos de Teich.

O presidente Bolsonaro divulgou no início da semana a abertura de salões de beleza, barbearia e academias sem conversar com o ministro, além de pressioná-lo a autorizar o uso da cloroquina em paciente com quadros leves de Covid-19. Teich acredita assim como Mandetta que a cloroquina deve ser ministrada com cautela e em pacientes com quadros graves da Covid-19.

Tais ações do presidente culminaram no desejo de pedir a demissão.

Faltando 2 dias para completar um mês, Teich pede demissão

Durante os 28 dias em que Teich esteve no comando do ministério não foi possível ver sua atuação em prestar transparência, integração e coordenação entre os estados e municípios.

Pouco se viu Teich se pronunciar sobre as medidas necessárias para combater o novo coronavírus e quando estava marcado para fazer uma reunião com a coletiva de imprensa no início da semana, esta foi cancelada em cima da hora.

Fica claro que tanto Mandetta quanto Teich não puderam desenvolver o trabalho enquanto médicos e ministros dentro do Ministério da Saúde conforme acreditam ser viável a todos os brasileiros e seguindo inclusive a Organização Mundial de Saúde que também sofre com as desfeitas do presidente Bolsonaro em colocar em descrédito as orientações da organização.

Segunda a Folha de S.Paulo, o temor é que o uso da cloroquina tão defendido pelo presidente e sem respaldo total da Ciência encontre terreno fértil com o novo ministro que será indicado pelo presidente Bolsonaro.

Toda essa situação desencadeou uma desarticulação que está afetando, inclusive os programas de residência médica que pela primeira na história estão com as bolsas atrasadas e previsão para resolver tal questão.

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