O novo coronavírus começou "discreto" na China, com poucas informações a seu respeito. Os primeiros casos foram classificados como uma "epidemia local de pneumonia", deixando a sociedade científica atenta a qualquer novo acontecimento. Mas não demorou muito para novo o vírus vir a tona e se espalhar rapidamente pelo mundo.

Atualmente, mais de 11 milhões de pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus, que ocasionou mais de 525 mil mortes, de acordo com os dados atualizados da Universidade John Hopkins.

Só no Brasil, segundo país mais afetado pelo novo coronavírus, mais de 1,5 milhões de pessoas já foram infectadas e mais de 63 mil mortes registradas.

Despreparo no combate ao coronavírus

Atualmente, o Brasil ocupa a segunda colocação em número de infectados, perdendo somente para os Estados Unidos, que já registraram mais 2,8 milhões de infecções e mais de 130 mil mortes. Com isso, os dois países que, a princípio, chegaram a fazer pouco caso da doença, hoje enfrentam o pior momento da pandemia que, ao que tudo indica, parece ter saído do controle de seus governos.

O início da pandemia no Brasil foi um período conturbado e de contradições, que acabou virando um perigoso jogo político enquanto muitas vidas eram ceifadas pelo vírus. De um lado, o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), era contra a quarentena total do país, já que temia pela economia. Do outro, os governadores estaduais, que acabaram travando uma guerra contra o Governo federal pois optaram por seguir as indicações da comunidade científica e adotaram o isolamento social como forma de conter o avanço das infecções.

Mas esse empasse entre governo federal e estadual acabou mais atrapalhando do que ajudando, o que dificultou ainda mais o desenvolvimento de estratégias que pudessem ajudar a controlar o avanço das novas infecções.

Protestos contra o isolamento social

Se os governos estaduais e federais não conseguiam fazer muita coisa em conjunto a respeito para frear o vírus, uma parte da população também começou a fazer pouco caso do coronavírus.

Uma onda de protestos iniciou-se pelo país afim de acabar de vez com o isolamento social e pedindo pela reabertura do comércio.

Os protestos reuniam centenas de pessoas e geravam muita aglomeração de pessoas, coisa que a OMS (Organização Mundial da Saúde) pedia que fosse evitado. Em meio a tudo isso, não ia demorar muito para o país se tornar um dos epicentros da pandemia no mundo.

O comércio reabre em meio a pandemia

Os mais de 63 mil mortos da pandemia não intimidaram aqueles que quiseram sair de casa para tomar umas nos bares e restaurantes do Rio de Janeiro, estado onde a letalidade da doença é uma das mais altas do país. No Leblon, bairro nobre do estado carioca, várias imagens de restaurantes e bares lotados circularam por várias mídias sociais.

As imagens foram registradas na sexta-feira (3), no bairro do Leblon, área nobre do Rio de Janeiro. Nas imagens e vídeos que circulam pela internet são registrados bares e restaurantes lotados, com muita aglomeração e poucas pessoas de máscaras. Além disso, o horário estabelecido pelas autoridades foi de até as 23h, coisa que também não foi obedecido.

Nas imagens é possível ver que não há nenhum respeito ao distanciamento social, como exigiu as autoridades, assim como também não há uso de máscara pela grande maioria das pessoas.

A esperança pela vacina contra o coronavírus

Em meio a isso, fica claro que a quarentena e o isolamento social não vão ser uma opção a ser defendida no Brasil. Rio de Janeiro vai ser apenas o começo da reabertura, pois na segunda-feira (6) a grande São Paulo também se prepara para retomada.

A maior esperança para a redução de mortes pelo novo coronavírus continua sendo a aprovação de uma vacina segura a eficiente para imunizar a população. Atualmente, a vacina da AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, do Reino Unido, segue em fase de testes no país.

Na Alemanha, os estudos também já estão bem avançados, além dos chineses que já seguem para as fases de testes.

De uma maneira ou de outra, resta aguardar até que uma vacina segura e eficaz possa pôr um fim nessa pandemia que já transformou a vida das pessoas no mundo todo.

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