Estreou na última sexta-feira (14), na Netflix, a minissérie “O Maior Assalto”. A obra tem uma temática que lembra a série espanhola de grande sucesso “La Casa de Papel”. Muitos fãs e sites especializados na cultura pop têm feito esta comparação, e a própria Netflix usou uma estratégia de marketing que brincava com o ponto em comum das duas obras para chamar a atenção para a minissérie de seis episódios.

A minissérie é baseada no crime ocorrido em 1994, quando foram roubados US$ 33 milhões (em valores atualizados) do Banco Central da Colômbia, um crime que abalou o país. Outro elemento em que a produção se baseou foi o livro escrito pelo jornalista Alfredo Serrano Zabala “‘Foi assim que assaltei o banco: o assalto do século 20 na Colômbia”, lançado em 2008.

Boa notícia

Uma boa notícia para quem não é fã de “La Casa de Papel” é que na verdade são poucas as similaridades entre a criação de Álex Pina e a produção criada por Pablo Gonzáles e C.S. Prince que acaba de chegar ao catálogo do serviço de streaming. Ambas narram um grupo de bandidos que planejam e executam um assalto de grandes proporções a uma grande instituição bancária fortemente vigiada.

Enquanto “La Casa de Papel” é mais preocupada em emular os clichês de produções de filmes de Hollywood, com situações beirando ao absurdo e uma especial dedicação em emular as obras de Quentin Tarantino. “O Grande Assalto” tem uma preocupação maior com a narrativa sem querer espetacularizar a obra. Isto não quer dizer que “O Maior Assalto” não use e abuse dos clichês já vistos tantas vezes em produções que narram um grupo de criminosos que planejam um ousado roubo.

Fio condutor

A trama é centrada em Chayo (Andrés Parra), é ele quem fica encarregado de montar a equipe que irá realizar o assalto. O primeiro episódio da trama mostra o personagem como um vigarista afogado em dívidas que elabora uma série de golpes, desta maneira, o primeiro episódio se assemelha ao ótimo filme, também da Netflix, “Joias Brutas”.

Coincidentemente, assim como o personagem de Adam Sandler, Chayo também é dono de uma joalheria.

Ao longo dos episódios a narrativa evolui de forma ágil e leve, em que são mostrados elementos de humor, mas sem deixar de mostrar as tensões que surgem entre o grupo na execução do assalto, quando surgem vários contratempos que colocam em risco a execução do roubo.

Em seu último episódio, aumenta a carga dramática da trama quando aos poucos, os envolvidos no crime acabam cometendo erros e são pegos. A minissérie faz questão de deixar claro que apesar de a obra ser baseada em personagens reais, os acontecimentos são uma dramatização. Em seu último capítulo, a produção explica o que aconteceu com todos os envolvidos no assalto.

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