A nova série vinda da Alemanha na Netflix, “Biohackers” estreou na quinta-feira (20) e aborda um tema atualíssimo: a disseminação de um vírus, ou a possibilidade dela. A criação de Christian Ditter, que também é o roteirista e dirige a maioria dos seis episódios, embora não seja sobre uma pandemia, teve seu lançamento adiado pela plataforma de streaming.

Inicialmente a obra era para ter estreado no final de abril, quando a pandemia do novo coronavírus estava em seu auge. Para que não fosse provocado pânico ou teorias conspiratórias, a gigante do streaming e os realizadores da trama a lançaram posteriormente, explicou o próprio Ditter.

A trama

A história gira em torno da estudante de medicina Mia (Luna Wedler), que está em busca de vingança por causa de uma tragédia ocorrida em sua família. Essa tragédia foi provocada pela brilhante cientista e professora de faculdade Tanja Lorenz (Jessica Schwarz).

Além de seu trabalho como professora, Lorenz também é uma empresária que atua no ramo da biologia sintética. Ao longo dos episódios, é visto que ela conduz experimentos proibidos pela comunidade científica, e a protagonista Mia irá tentar revelar o verdadeiro caráter de Lorenz.

E por falar em caráter, em nome da justiça a protagonista não pensa em duas vezes antes de manipular seus próprios amigos para conseguir revelar as atividades criminosas da inescrupulosa vilã.

O que até pode servir para tornar a personagem mais humana e mais interessante, e desta maneira menos maniqueísta.

Mas se a construção da personagem principal tenta dar-lhe nuances mais verossímeis, o mesmo não pode ser dito da vilã, que é má praticamente o tempo todo. Não seria surpresa se em algum momento da trama ela soltasse uma risada vilanesca.

Em seu primeiro episódio é mostrado que algo muito grave aconteceu, pois Mia aparece em um vagão de trem em que, um a um, os passageiros começam a desmaiar. Então o público sabe que algo muito grave já aconteceu, e depois é mostrada a chegada da jovem à faculdade e a trama evolui até chegar ao ponto que já havia sido visto.

A série começou de maneira interessante, provocando no espectador a curiosidade em saber como a trama chegou naquele ponto tão dramático. Mas, apesar de sua curta duração, “Biohackers” ainda assim consegue fazer com que o enredo não evolua em um ritmo mais ágil e só volta a ficar mais interessante perto de seu desfecho.

Apesar de ter um elenco que dá conta do recado, não há nenhuma grande interpretação na obra, a produção é repleta de clichês e carece de apresentar novos caminhos para este tipo de produção. Talvez a única grande surpresa que “Biohackers” tenha apresentado seja seu desfecho. Mesmo com toda a pesquisa feita para a obra, em que são mostrados elementos do mundo da experimentação científica, “Biohackers” não sai do trivial e é apenas uma série que dá para assistir para passar o tempo.

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