Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter seu capital político colocado em teste, ficou evidente o estremecimento que a ala bolsonarista sofreu durante as eleições municipais de 2020. O fato é que poucos foram os candidatos apoiados pelo presidente que conseguiram um bom resultados nas urnas.

Outro fator que chamou a atenção foi em relação a Carlos Bolsonaro (Republicanos), que concorreu a reeleição como vereador pelo Rio de Janeiro. Ele ele conseguiu se reeleger, mas com 35 mil votos a menos em comparação à última eleição, em 2016, quando recebeu mais de 70 mil votos, sendo um dos vereadores mais votados do Rio.

Vereadores apoiados por Bolsonaro que não se elegeram

Em Angra dos Reis, a candidata a vereadora Wal do Açaí recebeu apoio em peso da família Bolsonaro, mas não conseguiu se eleger, recebendo pouco mais de 260 votos.

Outro fator que pesou contra a candidata foi a publicação da reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelando que a mulher teria atuado como funcionária fantasma de Jair Bolsonaro na época em que o presidente ainda era deputado federal, em 2014.

Em uma situação semelhante, a candidata a vereadora Rogéria Bolsonaro (Republicanos), ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, que permaneceu 20 anos afastada da política, esse ano tentou retornar a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, mas acabou recebendo apenas 2 mil votos.

Bolsonaro minimiza apoio aos candidatos

Apoiado por Bolsonaro na eleição municipal de São Paulo, o candidato a prefeito Celso Russomano (Republicano-SP), que esteve liderando a maior parte da disputa eleitoral na capital paulista, acabou caindo para a quarta posição.

Mais tarde, Bolsonaro minimizou seu apoio aos candidatos e voltou a afirmar que os partidos de esquerda foram os que mais sofreram derrotas nessas eleições.

Ainda segundo o presidente, w onda da direita conservadora de 2018 veio para ficar.

Antes do início das eleições municipais, Bolsonaro havia declarado abertamente sei apoio a 59 candidatos a prefeito e vereador. As declarações de apoio foram realizadas durante as lives presidenciais.

Candidatos apoiados por Bolsonaro vão mal nas capitais

Pesquisa encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo no fim de outubro constatou que em apenas 3 das 26 capitais brasileiras candidatos a prefeito alinhados ao presidente apareciam à frente nas pesquisas. O restante teve um mau desempenho, aparecendo embolados com os outros candidatos nas últimas posições.

Boa parte desta pesquisa acabou se confirmando durante as eleições. Um exemplo disso está relacionado a Belo Horizonte (MG), onde o candidato Rodrigo Paiva (Novo), apoiado pelos bolsonaristas, teve um dos piores desempenhos entre os candidatos a prefeito, recebendo apenas 5% dos votos válidos. Na eleição de Belém (PA), o candidato apoiado por Bolsonaro, Delegado Eguchi (Patriota), vai disputar o segundo turno contra Edmilson Rodrigues (PSOL).

Em Fortaleza, o candidato apoiado pelo presidente, Capitão Wagner (PROS), conseguiu avançar para o segundo turno, mas deverá ter um páreo difícil contra o candidato Sarto (PDT), que está sendo apoiado por Ciro Gomes. No Recife, o apoio da ala bolsonarista sofreu forte rejeição ao tentar impulsionar a candidatura da Delegada Patrícia Domingos (Podemos).

No Rio de Janeiro, o candidato de Bolsonaro, Marcelo Crivella (Republicanos), vem sofrendo com a alta rejeição por parte dos cariocas. Mesmo que tenha conseguido avançar para o segundo turno contra Eduardo Paes (DEM), é bem provável que ele perca a eleição por conta da grande diferença de votos que teve o primeiro turno, quando Paes ficou 16% de vantagem em relação a Crivella.

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