Um dos generais mais conceituados do Exército do Brasil, atualmente na reserva, Alberto dos Santos Cruz declarou "não ter visto novidades" no que foi dito pelo presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e pelos comandantes das três Forças Armadas no sábado (14) e nos dias anteriores.

O tenente brigadeiro do ar, Antonio Carlos Moretti, da Aeronáutica, o general Edson Pujol, do Exército, e o almirante Ilques Barbosa, da Marinha, assinaram uma nota em conjunto em que ressaltam a separação entre as Forças Armadas e a política. Indo na mesma linha do que afirmou Edson Pujol na semana e o que o presidente da República declarou no sábado.

Junta médica

O general Santos Cruz declarou que o país precisa de uma junta médica, somente desta maneira, pois não há nenhuma novidade em dizer que as Forças Armadas são separadas do Governo. Elas não têm partido, disse o general.

O general da reserva declarou ainda que quem fica incomodado com esta afirmação possui "um vínculo emocional com o governo".

Pólvora

As declarações e notas públicas foram feitas depois que Jair Bolsonaro afirmou que esgotados os meios diplomáticos, o Brasil teria que fazer o uso de "pólvora" para defender a Amazônia, se referindo aos Estados Unidos. A declaração deixou bastante incomodados militares tanto da ativa quanto da reserva.

Pujol discursou por duas vezes em eventos públicos em que salientou que o Exército se trata de uma instituição de Estado e não de governos.

Ele ainda afirmou que os militares rejeitam o envolvimento com a política e também não a querem dentro dos quartéis.

O vice-presidente da República, o general da reserva Hamilton Mourão seguiu a mesma linha de pensamento do general Santos Cruz.

Jair Bolsonaro

O presidente também concordou com as declarações do general Edson Pujol, mas ressaltando que o oficial foi escolhido por ele, que é o chefe das Forças Armadas.

Bolsonaro ainda afirmou que as Forças Armadas são o grande sustentáculo e que são elas que garantem a democracia e que, assim como está escrito na Constituição, elas são responsáveis pela defesa da pátria e dos três poderes, e que, por iniciativa de qualquer um deles, pode garantir a lei e a ordem.

Fanfarrão

O general do Exército Paulo Chagas, também pelo Twitter, foi mais um que reagiu às falas polêmicas do líder do Executivo.

Chagas, sem citar o nome de Jair Bolsonaro, disse que já faz tempo que deixou de dar atenção à fala de fanfarrões, a ameaças absurdas e a demonstrações de falta de maturidade e preparo.

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