Estreou na Netflix na última sexta-feira (8) a série francesa de mistério "Lupin". A primeira temporada é dividida em duas partes, e a primeira leva de episódios é composta de cinco episódios. A produção é protagonizada pelo carismático ator Omar Sy, que ganhou reconhecimento mundial no filme "Intocáveis".

Arsène Lupin

Se o nome não diz nada para o público brasileiro, pelo menos para os que não têm muita intimidade com a literatura francesa, mas no país da Europa este é um personagem lendário. Arsène Lupin é uma criação do escritor Maurice LeBlanc.

A primeira aparição do personagem data de 1905.

Lupin é um ladrão pomposo, estiloso e cheio de charme. O ladrão da ficção é um mestre dos disfarces, que se livrava das situações, na maioria das vezes, sem fazer uso de armas de fogo ou apelar para a violência física. Suas principais armas eram a ilusão e a destreza.

Ao longo dos anos, Lupin protagonizou outros romances e apareceu em novelas, peças de teatro e filmes para o cinema.

A trama

A série conta a história de Assane Diop (Sy), um garoto de 14 anos que viu seu pai ser condenado por um crime que não cometeu, o roubo de um valioso colar de diamantes.

Ao ir para cadeia, o pai de Assane não suporta a situação e acaba se matando. O homem deixa de presente para seu filho, agora órfão de pai e mãe, um livro do personagem Lupin.

Assane cresce fascinado com o personagem e acaba se tornando um ladrão tão talentoso quanto o ladrão da ficção. Ele usa muitos dos métodos que aprendeu nos livros do personagem.

O protagonista leva uma vida de crimes que lhe custou sua relação com sua companheira e dificultou sua aproximação com seu filho, ele também é atormentado pelo mistério que envolve a prisão de seu pai, passados 25 anos da prisão injusta do pai, Assane tenta provar a inocência do pai falecido.

Racismo

Ainda que a série seja um divertimento leve, o tema é abordado em em diversos momentos na produção.

É a primeira vez que o personagem é interpretado por um ator negro, e as situações em que o protagonista levanta questionamentos sobre o racismo são totalmente críveis.

O que não convence muito na produção é o personagem que é mostrado como mestre dos disfarces, usar poucos recursos de maquiagem para se tornar praticamente irreconhecível.

O ladrão basicamente usa apenas óculos, muda sua postura e usa próteses nas sobrancelhas para se tornar irreconhecível, somente em uma situação ele usou uma caracterização que justificou o título de mestre dos disfarces.

A produção também não não será lembrada por seus grandes momentos em termos de sequências de ação, logo em seu primeiro episódio é mostrada uma situação absurda envolvendo um carro esportivo.

Mas para a sorte do público, sequências do tipo são pouco mostradas na série. Um ponto positivo da trama é fazer o público torcer para um criminoso.

Ainda que não se justifiquem os roubos do protagonista, ao mostrar toda a situação problemática do protagonista desde quando tinha apenas 14 anos, é possível ter empatia pelo personagem que já adulto também dá mostras que busca além de justiça para a memória de seu pai, também está em busca de redenção por seus próprios erros.

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