Após a invasão do Capitólio, onde fica o Congresso dos Estados Unidos, ocorrida na última quarta-feira (6), o presidente norte-americano Donald Trump está vendo velhos aliados se distanciarem ou mesmo romper com ele.

Trump está sendo criticado tanto por membros do governo quanto por congressistas do Partido Republicano, do qual faz parte.

As imagens chocantes de centenas de manifestantes rompendo o cerco de segurança do Capitólio e ocupando e destruindo o local causaram surpresa e indignação a uma nação que não está acostumada a este tipo de ataque à democracia.

Sendo assim, rapidamente as atenções voltaram-se para o presidente Trump, que antes de a marcha em direção ao Capitólio começar, incendiou uma multidão em um discurso em frente à Casa Branca, afirmando que houve fraude na eleição presidencial.

Trump não apresentou provas do que estava dizendo.

Diante da balbúrdia e da falta de pulso firme do líder do Executivo em condenar o ataque ao Capitólio, várias vozes outrora aliadas de Trump agora estão pedindo sua remoção do cargo por meio de um impeachment ou por invocação da 25ª emenda à Constituição.

Entre as figuras políticas mais importantes do Partido Republicano que diante da insistência de Trump em não aceitar a derrota na eleição presidencial ocorrida em novembro e da lamentável situação no Capitólio o abandonaram estão: o vice-presidente da República, Mike Pence, o líder do Senado, Mitch McConnell, e o senador pela Carolina do Sul Lindsey Graham.

Fake news

A sessão conjunta do Congresso para a certificação da vitória do democrata Joe Biden se tratava apenas de uma formalidade, não tendo poder de alterar o resultado da eleição presidencial.

Nem mesmo Mike Pence, que presidiu a sessão, tinha o poder de alterar, de forma monocrática, o resultado da eleição.

Essa era a fake news que Trump vinha propagando nas últimas semanas. Pence tratou de desmentir a afirmação falaciosa logo no início da sessão.

Outro importante aliado de Trump, o ex-procurador-geral William Barr, que abandonou o cargo no dia 23 de dezembro, fez várias críticas ao mandatário.

Traição

Barr enviou um comunicado à agência de notícias AP em que definiu a conduta de Donald Trump como sendo uma traição contra a presidência da República e contra os seguidores do presidente.

William Barr ainda afirmou que "mobilizar as massas para pressionar o Congresso é indesculpável".

Em menos de 24 horas, várias pessoas se demitiram do governo Trump e do entorno da primeira-dama Melania Trump.

As saídas mais relevantes foram: Elaine Chao, secretária de Transporte, e a secretária de Educação Betsy DeVos. As duas comunicaram a renúncia na quinta-feira (7).

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