A Austrália vem convivendo – quase que diariamente - com as labaredas e não suporta mais as altas temperaturas decorrentes dos incêndios florestais que começaram em setembro do ano passado. De lá para cá, 29 pessoas perderam suas vidas e isso ainda é pouco perante à estimativa de mortes na fauna local, onde quase um bilhão de Animais não resistiram ao alastramento fulminante e mortal do fogo.

Nesta semana, o problema alcançou as portas da capital australiana, Camberra: como medida de segurança, moradores de algumas regiões da cidade foram obrigados a sair de suas casas a fim de se proteger das chamas.

É que o incêndio chegou ao aeroporto local.

As cidades mais conhecidas do país estão localizadas no sudeste da Austrália; justamente onde surgiram as ondas e as frequências dos incêndios. Moradores de Melbourne e Sydney também são afetados pela fumaça e pela má qualidade do ar e do calor abrasador.

Em Camberra, estradas foram bloqueadas e autoridades orientaram os moradores e turistas para evitarem a circulação e a estada na região leste da capital. Fotos colocadas nas redes sociais mostram a fumaça que sobe ao céu.

Todas as três cidades mencionadas anteriormente tiveram uma avaliação da qualidade do ar como péssima e figuram entre as piores do mundo.

Segundo o Escritório de Meteorologia da Austrália, o incêndio começou com uma tempestade de areia que atravessou o sul do país, encobrindo cidades situadas no interior e deixando o céu com uma cor laranja.

Além do prejuízo aos australianos e às lamentáveis perdas na fauna, houve a destruição de 2.500 casas. O fogo propagado no país já consumiu uma área maior do que o território da Áustria.

Acabou o oxigênio?

Com registros feitos do espaço sideral sobre a faixa de fumaça que deu a volta na Terra, não é difícil concluir que a concentração de gás carbônico aumentou, desde que as medições começaram há mais de 60 anos no Havaí.

Isso não quer dizer que os gases causadores do efeito estufa estejam isentos de culpa. Acontece que a catástrofe australiana potencializa – e muito – o problema do meio ambiente e do clima mundial.

Muitos cientistas consideram que as emissões de gás carbônico na atmosfera do planeta já extrapolaram o limite do aceitável.

Durante a Cúpula do Clima realizada em Madri, Espanha, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Antônio Gutérres, corroborou essa tese dizendo que se trata de “um ponto crítico impensável”.

Vive-se atualmente conforme o que Terra era entre 3 milhões e 5 milhões de anos atrás, quando o nível de gás carbônico era igual ao que se registra em pleno século XXI da civilização moderna. Naquela época, a temperatura estava num patamar entre 2 e 3 graus Celsius mais quente. O nível dos mares atingia de 10 a 20 metros mais altos do que se vê hoje. São dados colhidos e declarados por cientistas. Irresistível não pensar que, apesar da ausência dos dinossauros, pouco a pouco a Terra está revisitando sua “infância”; tempos pré-históricos onde a raça humana não existia, mas que agora deve correr para não sofrer as consequências advindas do pequeno intervalo da era industrial que promoveu nos dois ou três séculos.

Comparando-se o período de milhões com algumas centenas de anos, o problema urge e lateja na cabeça.

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