Em Janeiro de 2019, dois dias após a posse do presidente Jair Messias Bolsonaro, o Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, alegou que o atual Governo decidiu por uma medida de contenção rumo à exoneração de funcionários públicos considerados adeptos às Ideologias "Socialistas" e "Comunistas". "A sociedade disse basta às ideias socialistas e comunistas que nos últimos 30 anos nos levaram ao caos atual", afirmou o Ministro Lorenzoni.

Justificativas para aplicação dessa medida

Segundo o ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni, até o momento já foram exonerados mais de 300 servidores comissionados, somando-se a isso, estão previstas novas exonerações por meio do aproveitamento pleno de todas as 700 mil estruturas imobiliárias disponibilizadas pela União.

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Para análise das condutas orçamentárias de cada Ministério, o Governo vigente exigiu que os Ministérios atuantes apresentassem um relatório financeiro de todas as pastas a serem chefiadas por esses.

No dia 19 de Dezembro, Jair Bolsonaro realizou sua primeira reunião com os 22 ministros da nova Equipe Ministerial, no presente cenário foi realizada uma revisão da estrutura da Administração Pública do Brasil, decretando mais uma das medidas para contenção de gastos públicos com o funcionalismo público.

Na reunião supracitada, ficou decidido que funcionários adeptos a Ideologias "Socialistas" e "Comunistas" seriam destinados à exoneração de seus cargos, uma vez que essa resolução começaria a ser aplicada a partir do dia 1º de Janeiro. Segundo Lorenzoni, o antagonismo ideológico não será aceito no Governo atual e poderá ter a pena adicional de extinção do cargo caso, após exoneração do funcionário público, demonstre-se que não há razões técnicas para manutenção da vaga.

O novo ministro frisou ainda que critérios técnicos também serão utilizados para decidir a situação dos funcionários.

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Ainda em seu primeiro discurso ao Congresso, o novo presidente da República se posicionou contrariamente às "amarras Ideológicas" no Brasil, segundo o jornal Folha de S.Paulo Em frases em que o presidente dizia ser aquele o dia em que o Brasil começará a se "libertar do Socialismo, se libertar da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto", estava prescrita a anuência do novo Governo para com as propostas de contenção "Ideológica".

Bolsonaro segue defendendo que sua proposta sempre foi a de "servir a sociedade e não às Ideologias"