Neste domingo (3) o Instituto Médico Legal (IML) de Minas Gerais informou que aumentou para 121 o número de mortos pelo rompimento da barragem 1 da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG). Desse total, 114 pessoas já foram identificadas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros há 108 pessoas desabrigadas e 226 pessoas desaparecidas. As que foram encontradas estavam em locais superficiais. Também não se tem notícias de quantas crianças estão desaparecidas. As buscas passaram a ser feitas em locais mais profundos através de escavações.

O Instituto Médico Legal confirmou a identidade de 75 corpos encontrados na lama, mais de 60 corpos foram entregues às famílias.

O IML está realizando avaliações mais detalhadas que utiliza técnicas de DNA e de arcaria dentária para conseguir a identificação dos corpos que ainda não foram possíveis identificar.

As cidades vizinhas temem quanto ao abastecimento de água, mas o tenente-coronel Flávio Godinho descartou a possibilidade de que as cidades fiquem sem água. Contudo, o Governo afirma que as águas em sua forma bruta devem ser evitadas, pois estão contaminadas com os rejeitos que desceram com a lama.

A população ribeirinha do rio Paraopeba está recebendo 50 caminhões-pipa de água potável. Essa ação está sendo fiscalizada por 40 técnicos. Pessoas de vários estados do Brasil tem se compadecido da situação e têm enviado alimentos e água mineral para as famílias desabrigadas.

Responsabilidade da Vale

O vice-governador de Minas, Paulo Brant, teve reunião com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, no Palácio do Planalto e declarou que não tem clareza sobre como lidar e evitar o rompimento de barragens. Mas ressalta que está aprendendo e destacou que “tudo o que tinha que ser feito foi feito”. Brant destacou que as barragens consideradas de alto risco (em torno de 3,3 mil) serão fiscalizadas com rigor.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que a Vale do Rio Doce deve reparar os danos ambientais e sociais, e destacou que esse é um compromisso da mineradora com a população vitimada. Até o momento 394 pessoas foram localizadas com vida sendo que 223 são empregados da mineradora Vale.

As buscas continuam acontecendo ao longo dos 100 km atingidos pela lama.

A região atingida possuía pousadas, casas, estradas e o rio Paraopeba que foi tomado pelos rejeitos o que impossibilita o seu uso pelos moradores das cidades vizinhas. A orientação é que a população fique longe das margens do rio.

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