A ativista brasileira Sabrina Bittencourt, de 38 anos, morreu na noite de sábado (2). Segundo informações da ONG Vítimas Unidas, ela estava em Barcelona, na Espanha, e teria tirado a própria vida. Sabrina foi a responsável por dar apoio às mulheres que fizeram as denúncias que culminaram na prisão do médium João de Deus.

Vana Lopes e Maria do Carmo, representantes da ONG Vítimas Unidas, foram as responsáveis pela confirmação da morte de Sabrina em Barcelona. Vana, inclusive, pediu que a memória da ativista seja preservada. A representante da ONG disse também que a colega estava "cansada". O relato foi feito à revista Época.

Vana confirma ameaças e diz que também é vítima

Vana contou ainda que também está sendo ameaçada, assim como Sabrina, e está a base de remédios para dormir. Também receia falar com a imprensa, pois até os advogados do "monstro", como se refere a João de Deus, estariam lhe pressionando. A situação, segundo ela, piorou ainda mais quando o grupo lançou um aplicativo para que mulheres denunciassem João de Deus. A partir daí as denúncias teriam se avolumado. Vana é vítima de Roger Abdelmassih e a ONG recebe e acolhe mulheres vítimas de vários crimes, principalmente os sexuais.

A amiga de Sabrina ainda revela que a ativista foi forte em ajudar outras mulheres vítimas dos crimes, mas não teria a mesma força consigo mesma.

Denúncias contra João de Deus

Sabrina Bittencourt foi uma das responsáveis por colocar João de Deus na cadeia. Ela reuniu dezenas de depoimentos de vítimas de abuso sexual praticadas pelo médium e, desde então, tem encaminhado tudo ao Ministério Público de Goiás e também à Polícia, para os devidos fins. Entretanto, as denúncias teriam colocado-a na mira de supostos perseguidores que estariam dispostos a matá-la.

Por isto, ela acabou saindo do Brasil.

Dentre as apurações feitas pela ativista, uma chamou a atenção da revista que tornou pública a situação. Ela revelou que João de Deus estaria dando casas populares às vítimas dos abusos para fazê-las se calarem. Seriam casas do programa 'Minha Casa Minha Vida' no município de Itapaci. Ela iniciaria uma investigação sobre quem seriam os verdadeiros donos das casas doadas.

O alerta foi feito à psicóloga Aparecida Alves, que acolhia as vítimas do médium, por meio de mensagem de WhatsApp.

Na mesma sequência, Sabrina ainda diz que está sendo perseguida por Paulo Pavesi, um guia espiritual do centro de João de Deus. O homem teria inclusive dito que já tinha contratado capangas para matar a ativista.

Paulo Pavesi, porém, se defende dizendo que as denúncias de Sabrina foram falsas e que ela estaria conduzindo uma carreira de "sensualização de crianças", já que ela assumiria as rédeas da carreira de MC Melody.

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