A Justiça do Estado do Amazonas condenou Jacson Souza, de 40 anos, que trabalha com limpeza de piscinas, a uma pena de 30 anos e mais 4 meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. A pena será cumprida em regime fechado. Jacson está respondendo pelos atos perpetrados contra três meninas, com idades variando entre 9 anos e 13 anos.

O crime, que resultou na prisão de Jacson, ocorreu no ano de 2017, no interior de um condomínio considerado de luxo, localizado na região centro-oeste da cidade de Manaus, capital do estado, no bairro D. Pedro, considerado de classe média. O ato realizado contra uma das meninas foi gravado e o vídeo está à disposição da Polícia.

Além da prisão, Jacson foi sentenciado a pagar indenização pelo crime de danos morais causados a cada uma de suas vítimas do ato criminoso.

A polícia chegou até Jacson após uma denúncia realizada de forma anônima, que foi encaminhada em 29/05/2017, através da delegacia especializada. Essa denúncia dizia que Jacson aparecia, em vídeo, cometendo os abusos a uma menina de 10 anos. O vídeo é o mesmo já citado, que se encontra à disposição da Justiça.

Segundo as investigações realizadas pela polícia, no ano de 2014, Jacson começou seus trabalhos no condomínio, auxiliando em serviços gerais. Após três anos desempenhando essas funções, em maio, o mês da ocorrência do crime, ele foi designado pelo dono de uma das coberturas para trabalhar como limpador de piscinas no imóvel.

O homem foi reconhecido como o abusador de mais duas vítimas, uma criança de 9 anos e uma adolescente de 13 anos.

Estuprador seduzia com falsas promessas e presentes

Segundo informações da delegada responsável pela prisão, Juliana Tuma, Jacson atraía as vítimas através da promessa de participação de ações em uma igreja. Após prometer que as meninas se tornariam coroinhas na igreja citada, ele as cativava.

Com base nessas promessas, reforçadas por presentes de valor elevado, Jacson, também ganhava a confiança das famílias.

A prisão se deu no mesmo ano. Jacson foi encaminhado à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). A prisão do limpador de piscinas se estendeu por todo o processo penal movido contra Jacson. O processo correu em sigilo até sua condenação, nos termos descritos no artigo 234-B, presente no Código Penal do Brasil.

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