Nesse domingo (10), o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), compartilhou uma postagem do site Terça Livre dizendo que a jornalista Constança Rezende, de O Estado de S. Paulo, afirmava existir uma conspiração para prejudicar seu filho Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O Estadão disse que no áudio divulgado não existe nenhuma frase que comprove que sua repórter disse isso. Vários profissionais do jornalismo saíram em defesa da repórter, que apagou sua conta no Twitter.

Na tarde desse domingo o Terça Livre trouxe uma tradução de um texto de um blog francês. Segundo seu idealizador, Allan dos Santos, em seu Twitter, eles não fizeram reportagem nenhuma, na verdade, o texto seria de um blog francês e os jornalistas do site só colocaram o vídeo com o áudio e o texto em português.

No seu Twitter, Bolsonaro afirma que a jornalista disse que queria arruinar a vida de Flávio Bolsonaro e iria buscar o impeachment do presidente.

Ainda lembrou que Constança Rezende é filha do também jornalista Chico Otávio, que trabalha no jorna O Globo. O presidente termina a postagem dizendo que querem derrubar o Governo fazendo chantagens e propagando desinformações e vazamentos.

A defesa do Estadão

Neste domingo (10), no mesmo dia que a reportagem foi compartilhada no Twitter do presidente, o jornal Estado de S.

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Paulo escreveu uma nota esclarecendo os fatos. Diz o texto do Estadão que o site Terça Livre reúne várias teses ativistas conservadoras e são “simpatizantes” do governo Bolsonaro. Continuam dizendo que postaram uma reportagem sobre a jornalista que trabalha com eles, Constança Rezende, que teria declarado no áudio que teria a intenção de prejudicar o senador Flávio Bolsonaro.

O Estadão explica que se trata da cobertura que a imprensa deu ao caso das movimentações suspeitas do ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz.

Essa declaração, segundo o Estadão, teria vindo de um jornalista francês de uma conversa gravada de uma outra entrevista. Constança, na gravação, não teria dito que teria “intenção” de arruinar o senador ou o governo do presidente Bolsonaro. Essa conversa, que está em inglês, tem frases que foram truncadas e com vários momentos de pausas (parecendo serem cortadas). Há vários trechos, segundo a reportagem do Estado, que foram escolhidos para serem divulgados.

Em determinado momento, segundo o Estadão, a jornalista faz a avaliação que esse caso de Flávio vai comprometer o governo e está arruinando Bolsonaro. Mas, não há nenhuma declaração de Constança de que esse fosse seu objetivo com a cobertura do caso.

O Estadão esclarece também que a jornalista não deu nenhuma entrevista ou teceu comentário, como disse o site do Terça Livre. Esse áudio que viralizou foi uma conversa que ela teve no dia 23 de janeiro com uma pessoa que teria se apresentado com o nome de Alex MacAllister, que seria, supostamente, um estudante que estaria interessado em escrever um trabalho entre Trump e Bolsonaro.

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