Na última quarta-feira (20), a Polícia Civil da cidade de Guarulhos deteve um falso médico. Na noite da prisão, o homem, identificado como Patrick Galvão Ferreira, estava no quarto de um hotel no centro da cidade, juntamente com uma mulher, a qual ele injetaria uma substância desconhecida. A polícia trabalha com a hipótese que se trate de silicone industrial, extremamente tóxico e perigoso para a saúde.

Patrick tem 35 anos e a moça, uma modelo não identificada de 26 anos, acreditou que o homem fosse um médico especialista na área e que faria um procedimento legítimo. O falso médico ainda não havia realizado o procedimento quando a polícia chegou no local.

O homem se apresentou como médico e afirmou que trabalhava no SAMU. Contudo, descobriu-se que ele, na verdade, não é médico. O falso profissional cobrou de seus pacientes valores que variavam desde R$ 400,00 até R$ 1.300,00.

Nesses outros procedimentos feitos anteriormente, as aplicações ocorreram em quartos de hotel, como esse em que ele foi preso, em casas e até mesmo em academias. Conforme foi apurado, nenhuma das normas mínimas de higiene ou segurança eram seguidas.

Patrick afirmou, segundo informações cedidas pela Secretaria de Segurança Pública, que os policiais poderiam encontrar outros materiais utilizados nos procedimentos clandestinos em sua residência. Além de diversos materiais cirúrgicos e ampolas, a polícia também apreendeu celulares e folhas de cheques.

O falso médico foi indiciado por lesão corporal, falsificação de documentos, adulteração de produtos terapêuticos bem como exercício ilegal da medicina.

Essa ocorrência foi registrada e o caso será, posteriormente, investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher.

Vítima foi a responsável pela denúncia

Segundo investigações, ele realizou esses procedimentos em outras pessoas, trabalhando na área há aproximadamente um ano.

Suas vítimas eram mulheres que tinham vontade de aumentar as coxas e os glúteos.

Ele já teria realizado procedimentos clandestinos em, ao menos, cinco mulheres, segundo informações cedidas pela delegada Luciana Lopes dos Anjos, responsável pelo caso. Ainda segundo a delegada, uma das mulheres teria ficado em estado de coma. Essa mesma mulher que ficou em coma foi a responsável pela denúncia que levou a polícia a prender Patrick.

Segundo o relato da vítima, ela começou a passar mal durante o procedimento. O falso médico alegou que esse mal-estar passaria se ela, simplesmente, se sentasse em frente a um ventilador. Como o procedimento não surtiu efeito, a vítima dirigiu-se a um médico, dessa vez de verdade.

Após sair do coma provocado por uma embolia pulmonar secundária, 18 dias depois, ela procurou a polícia, onde registrou um boletim de ocorrência.

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