Na madrugada da última terça-feira (5), uma mulher morreu após ser agredida em Barra Mansa, no Sul do Rio de Janeiro. Ela estava grávida e por complicações da agressão precisou ser submetida a um parto prematuro. Maria Edjane de Lima faleceu durante o parto. O marido dela é o principal suspeito do crime.

Segundo informações do site G1, a Polícia Militar informou que Edjane tinha 35 anos e teria dado entrada no hospital na última segunda-feira (4). Ela apresentava sinais de agressão e também sangramento em sua região íntima. Ela informou que havia sido agredida pelo companheiro com chutes em vários lugares, inclusive na barriga.

O sangramento da vítima não parava, e como os médicos verificaram que ela estava apresentando deslocamento da placenta, não tiveram outra alternativa a não ser encaminhá-la para o Centro Obstétrico e submetê-la a uma cesariana.

O bebê nasceu às 17h40 e é uma menina. A criança nasceu com 27 semanas, o que significa que ela tinha menos de 7 meses de gestação. A bebê está em observação na UTI Neonatal da unidade médica.

Vítima morre durante o parto

Durante o procedimento da cesariana, Maria Edjane passou por problemas respiratórios. Na tentativa de salvá-la, os médicos realizaram os mais variados procedimentos, entretanto, eles não conseguiram reanimá-la e Edjane acabou falecendo à 1h30, no dia 5 de março.

Após o falecimento, a instituição em que ela foi operada a encaminhou para o IML (Instituto Médico Legal) de Volta Redonda.

Lá eles irão apurar qual foi a efetiva causa da morte de Maria. Após os procedimentos de praxe os profissionais poderão descobrir se existe relação entre a morte da vítima e o fato de ela ter sido agredida.

Ainda de acordo com informações pelo G1, o esposo da vítima teria ido ao hospital e estava muito exaltado. O companheiro exigia a documentação de Maria.

Foi nesse momento que a PM foi acionada, e com a chegada das autoridades, o marido de Edjane foi encaminhado à 90ª Delegacia de Polícia de Barra Mansa.

Na delegacia, o homem prestou esclarecimentos e em seguida foi liberado pelas autoridades. Agora a delegacia precisa aguardar o lado que será emitido pelo IML. Após receber o laudo, poderá ser confirmado se o companheiro é inocente ou o real culpado pela morte da esposa.

De acordo com informações de testemunhas, esse não seria o primeiro caso de agressão sofrido pela vítima. As testemunhas afirmam que o marido já teria agredido Edjane em outras ocasiões. Maria Edjane era natural de João Pessoa, capital da Paraíba.

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