Sergio Moro vem acumulando dissabores desde que abandonou o cargo de juiz para se tornar ministro da Justiça e Segurança Pública no Governo do presidente Jair Bolsonaro.

A mais recente das derrotas do ministro foi quando ele se viu obrigado a exonerar a cientista política Ilona Szabó (diretora do Instituto Igarapé) do cargo de suplente no Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP).

Sua exoneração deveu-se às pressões impostas ao governo Jair Bolsonaro por sua base de apoiadores nas redes sociais.

Até mesmo o filho mais velho do presidente Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PFL-RJ), que havia diminuído sua presença no Twitter, publicou nesta rede social, de forma deselegante, críticas ao fato de Ilona Szabó ter aceitado o convite de Moro.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), revelou movimentações financeiras atípicas de Flávio Bolsonaro e de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz.

O Coaf era uma pasta outrora sob a responsabilidade do Ministério da Fazenda, mas a pedido de Sergio Moro (prontamente atendido por Jair Bolsonaro), a pasta passou a ser responsabilidade do ministério comandado por Sergio Moro.

Muitos acreditam que o tuíte de Flávio seria uma resposta ao ministro da Justiça. Há políticos em Brasília que defendem a teoria de que o clã Bolsonaro culpa o grupo de apoiadores do ex-juiz da Operação Lava-Jato pelos vazamentos de informações do Coaf que complicaram a situação do filho mais velho do presidente.

Superministro

O que ficou combinado entre o presidente e o ex-juiz era que Moro teria garantida uma autonomia para sua atuação no Ministério da Justiça e Segurança Pública, daí surgiu o título de "superministro".

Bolsonaro garantiu que não interferiria em nenhum assunto que viesse a ocorrer dentro do âmbito da Justiça, no que dissesse respeito ao combate à corrupção, mesmo que algum membro de sua família estivesse envolvido.

Além do recuo, a contragosto, da nomeação de Ilona Szabó, uma indicação sua para o CNPCP, Moro já havia sofrido outras derrotas no governo, ele já demonstra sinais de desgaste e irritação, segundo assessores próximos.

Moro foi incumbido, logo que assumiu, de concretizar mudanças na legislação na questão do acesso à posse de armas pelos cidadãos.

O decreto publicado em janeiro teve algumas sugestões suas ignoradas, Moro defendia que fossem apenas dois o total de armas que poderiam ser registradas por pessoa, e não quatro, como acabou estabelecido no decreto sobre o tema.

Outra derrota do ministro foi a interferência do governo no pacote anticrime elaborado por ele. A medida de criminalização do caixa dois foi separada das outras propostas no pacote. O tema irá tramitar em separado das outras medidas, por ordem do Palácio do Planalto.

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