Um terceiro suspeito de planejar o massacre em uma escola estadual de Suzano, um jovem de 17 anos, foi ouvido pelo Ministério Público e pelo juiz nesta sexta-feira (17). Ele teria participado ativamente no planejamento da chacina e poderia ter sido visto em uma atividade pré-crime, segundo o dono de um estacionamento, onde os assassinos guardavam o veículo usado no dia que mataram 8 pessoas em Suzano. Entretanto, o dono do estabelecimento não conseguiu reconhecê-lo.

O menor acabou sendo liberado, pois o Ministério Público não viu, nesta fase, provas que o vinculasse aos assassinos.

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De todo modo, apreensões feitas na casa do rapaz mostraram que ele tinha um par de botas idêntica às usadas por Guilherme Taucci e Luiz Henrique de Castro, além de anotações codificadas. O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, entretanto, tem uma posição muito clara em relação ao suspeito. Segundo ele, o suspeito participou sim do planejamento e ainda seria um indivíduo perigoso.

A autoridade deu uma entrevista coletiva para afirmar a posição da polícia em relação ao homem, que acabou sendo liberado pela Justiça.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo havia pedido sua apreensão (não se fala em prisão, pois ele é menor), por conta das provas coletadas nesta fase do processo. Apesar de não ter tido êxito na solicitação, a Justiça autorizou as buscas na casa do jovem.

Queria ter sido convidado para o massacre, segundo a polícia

Apesar de negar ter participação da ação que culminou em dez mortes, o rapaz, segundo a polícia, lamentou não ter sido convidado para participar da chacina. "Ele não sabe dizer porque não foi convidado e esperava ter sido convidado", confirmou Fontes em entrevista que foi divulgada no Jornal Nacional.

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O rapaz já havia sido ouvido pela polícia na própria quarta-feira (13), dia do massacre e foi ouvido novamente na sexta (15). Ele confirmou que sugeriu aos autores da chacina que usassem explosivos, mas que não havia colaborado com a ação efetiva.

O delegado ainda concluiu. 'É muito perigoso [o terceiro suspeito], do nosso ponto de vista, deixá-lo em liberdade. Ele pode e já disse em depoimento que queria ter participado", finalizou Fontes.

Vale lembrar que os assassinos teriam planejado a ação por cerca de um ano e meio e teriam participado de fórum extremista para 'se aconselharem'.

A polícia, entretanto, é cautelosa em afirmar a relação dos suspeitos com a 'deep web'.

Guilherme Taucci, 17, também teria sido o mentor da execução trágica em Suzano.