O terceiro suspeito do massacre ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, se apresentou na Polícia na última sexta-feira (15), e prestou depoimento de quase duas horas, no fórum de Suzano, colhido pelo promotor Rafael Ribeiro do Val.

No seu depoimento, o adolescente disse que lamentava muito não ter sido chamado para o ataque e que estava esperando ser convidado pelos amigos Guilherme Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, e, de acordo com o delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, o adolescente disse ainda que os dois jovens que cometeram o massacre estavam planejando há meses realizar um ataque em uma escola.

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Ruy Fontes disse ainda que o adolescente de 17 anos foi interrogado duas vezes e que ele teria sugerido um ataque com bombas e explosivos. Segundo o delegado, o jovem nega qualquer tipo de participação na ação, mesmo tendo dito que gostaria de ter participado do atentado.

“Ele ajudou na execução e planejamento do crime, tinha ligação direta com os assassinos, apenas não participou da ação. Deixar este jovem solto é muito perigoso, no depoimento ele disse que gostaria de ter participado do massacre”, declarou o delegado-geral.

A Polícia Civil de São Paulo fez uma busca na casa do adolescente e encontrou um caderno com varias anotações em códigos e um par de botas exatamente iguais a dos outros dois jovens responsáveis pelo atentado.

O ataque na Escola Estadual Professor Raul Brasil

Na manhã da última quarta-feira (13), os jovens Luiz Henrique e Guilherme Taucci, invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, armados e atirando nas pessoas. Eles mataram duas funcionárias, cinco alunos e um empresário. Deixaram ainda onze pessoas feridas e, após os crimes, Guilherme atirou na cabeça do comparsa Luiz Henrique e depois se matou com um tiro.

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Segundo fontes, os adolescentes assassinos se inspiraram no ataque de Columbine, que aconteceu em 1999, nos Estados Unidos. Os dois jovens usaram uma besta (um artefato com arco e flecha), uma machadinha, carregadores e um revólver.

Antes de invadirem a escola, os adolescentes mataram Jorge Antonio de Moraes, tio de Guilherme Taucci. Jorge Antonio era proprietário de uma loja de veículos na cidade de Suzano. Ele foi socorrido, mas morreu no hospital.

Dos onze sobreviventes ao massacre, três adolescentes receberam alta nesta quinta-feira(14), os outros continuam internados em situação estável, no Hospital das Clínicas de São Paulo e na Santa Casa de Suzano.