Nesta segunda-feira (29), a Polícia prendeu o suspeito de matar a tiros o empresário Miguel Ferreira de Oliveira, mais conhecido como o “milionário da Mega-Sena”. A vítima foi morta com diversos disparos efetuados por um homem na madrugada do dia 4 de fevereiro de 2018, quando frequentava um bar na cidade de Campos Sales, a cerca de 480 quilômetros de Fortaleza, Ceará.

O suspeito estava foragido desde o mês em que o crime foi realizado e teve sua prisão efetuada pelos policiais civis no momento em que retornou ao município onde se encontrava escondido na casa de sua mãe.

Miguel foi o ganhador do prêmio de R$ 39 milhões da Mega-Sena de um concurso realizado no ano de 2011.

Ele nasceu no estado de São Paulo, porém, após se tornar vencedor do prêmio, mudou-se para o Ceará, onde começou a trabalhar como empresário no ramo de imóveis. Ele era dono de 130 imóveis e, segundo a Polícia Civil, foi atingido por três tiros.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Bruno Fonseca, da Delegacia de Homicídios, o suspeito identificado como Antônio Pedro dos Santos, de 29 anos, mais conhecido na região como "Pedão", está sendo investigado como sendo o autor do assassinato. No momento da prisão, o homem percebeu a movimentação dos policiais em torno de sua casa e chegou a tentar fugir do local, mas acabou sendo detido pelos agentes.

Crime pode ter sido encomendado

De acordo com as investigações realizadas pela polícia, há um forte indício de que haja um mandante do crime.

O delegado Fonseca ainda menciona que as investigações irão continuar para que todo o caso seja esclarecido por completo e todos os supostos envolvidos sejam detidos.

“Em março de 2018 foi representada por mim essa prisão temporária, e deferida. E até então não tínhamos conseguido cumprir esse mandado porque ele estava em Bacabal (Maranhão).

Nós entramos em contato com a Polícia Civil do Maranhão, mas não tivemos o retorno. E agora começamos a receber informações de que ele tinha retornado", comentou Bruno Fonseca.

Ao pesquisar sobre a vida do suspeito, a polícia ficou sabendo que ele não possui nenhum antecedente criminal. O mandado de prisão temporária contra Antônio Pedro dos Santos tem prazo inicial de 30 dias.

Segundo o delegado que investiga o caso, trata-se de um crime hediondo e várias conexões levaram ao suspeito como sendo o autor. "Ele foi o executor, o que a gente chama de autor imediato”, acrescentou.

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