A jovem Raíssa foi torturada e morta na manhã da última terça-feira (25), suspeita-se que duas adolescentes teriam cometido o crime e gravado. Os pais da vítima estiveram no Instituto Médico Legal de Recife, na última quarta-feira (26), para realizarem a liberação do corpo da jovem. Raíssa, a vítima de 14 anos, teria mantido um Relacionamento amoroso com uma das agressoras e uma das linhas de investigação aponta para uma motivação passional.

Raíssa foi agredida com socos e pontapés, além de ter sofrido tentativa de afogamento. As agressões foram filmadas pelas suspeitas e publicadas nas redes sociais.

Horas após o crime, as adolescentes foram apreendidas pela Polícia. As duas menores já haviam respondido por atos infracionais anteriormente.

Pai da vítima se pronunciou sobre o crime

De acordo com o site G1, o pai da jovem assassinada, que preferiu não ser identificado, afirmou que a família desaprovava a relação entre a filha e a adolescente, suposta agressora. Segundo o pai de Raíssa, a desaprovação nada tinha a ver com a filha estar namorando outra menina, e sim pelo fato do caráter duvidoso da jovem a qual a filha se relacionava. O pai da vítima desabafou acerca do crime brutal cometido contra a filha: “Não desabei ainda. Ainda estou inteiro aqui, mas estou destruído por dentro”, disse.

O delegado Álvaro Muniz, responsável pelo caso, afirmou que uma das adolescentes havia admitido possuir passagem por ato infracional de tentativa de homicídio, e a outra, que teria um relacionamento amoroso com a vítima, já teria sido apreendida pela prática do crime de roubo.

O pai de Raíssa afirmou ainda que a ex-namorada da filha possuía vivência nas ruas e teria envolvimento com coisas ilícitas, por este motivo Raíssa teria rompido a relação com a adolescente, que não teria aceitado o fim, vindo a praticar o crime.

Mãe de Raíssa precisou ser socorrida no IML

A mãe da adolescente torturada e morta na última terça-feira (25), em Paulista, na Grande Recife, esteve no Instituto Médico Legal na última quarta-feira (26), e precisou ser socorrida após se sentir mal.

Gerlane Sotero, precisou deixar o local de cadeira de rodas, e afirmou que desejava justiça pela morte da filha, pois, a mesma não mereceria tamanha crueldade.

Raíssa foi sepultada na última quarta-feira (26), por volta das 14 horas no Cemitério de Santo Amaro, em Recife. As adolescentes suspeitas do crime, foram apreendidas e encaminhadas à Funase (Fundação de Atendimento Socioeducativo), onde permanecem em alojamentos separados.

As jovens podem ficar no local por até 45 dias enquanto aguardam pela sentença da justiça, de acordo com o que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. Durante este período, as adolescentes passarão por acompanhamento técnico e realizarão atividades pedagógicas.

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