Marinésio dos Santos Olinto foi preso há 3 dias, após, segundo a Polícia, confessar o assassinato de Letícia Sousa Curado Melo, de 28 anos, funcionária do Ministério da Educação (MEC). Marinésio também é suspeito de assassinar Genir Pereira de Sousa, uma empregada doméstica de 47 anos de idade.

Na última quarta-feira (28), a esposa e a filha de Marinésio retornaram à casa em que a família vivia, localizada no Vale do Amanhecer, em Planaltina (DF).

Na ocasião, a mulher do suspeito afirmou que não fazia ideia do passado do marido e que se sentiu chocada ao descobrir.

A esposa de Marinésio pediu para que o seu nome não fosse revelado. A mulher teme pela sua segurança e pela da filha, de apenas 16 anos. Ela foi casada com o suspeito por quase 20 anos.

A visita à antiga casa da família não durou muito tempo: mãe e filha pegaram rapidamente algumas de suas coisas e deixaram o local. Na ocasião, a mulher do assassino afirmou que se sentia triste por precisar deixar o seu lar.

Entenda os crimes

Letícia foi encontrada morta na última segunda-feira (26). Antes disso, a jovem havia passado três dias desaparecida, desde a sexta-feira anterior (23). Ela desapareceu depois de deixar a sua casa, no período da manhã, para ir ao trabalho.

A vítima também vivia em Planaltina e, com a ajuda de algumas câmeras de segurança, foi vista entrando na caminhonete de Marinésio. Atualmente, a polícia está investigando se o suspeito realizava algum tipo de transporte pirata, comum no Distrito Federal.

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Polícia

Marinésio foi preso no domingo (25). Entretanto, ele só confessou o crime no dia seguinte e, após a sua confissão, levou as autoridades ao local onde havia deixado o corpo de Letícia. As autoridades revelaram que o suspeito disse que o motivo pra o crime foi a recusa de Letícia em manter relações sexuais com Marinésio.

Além da morte de Letícia, Marinésio atualmente está sendo investigado por diversos outros crimes.

Alguns casos estavam arquivados e foram reabertos após as autoridades perceberem algumas semelhanças com o crime confessado pelo suspeito.

Entre esses crimes, consta o assassinato de Genir Pereira de Sousa, ainda em junho de 2019, também confessado pelo criminoso. Além disso, o homem também é suspeito de abusar sexualmente de duas das suas irmãs, cujas idades são 18 e 21 anos, e também de abusar de uma jovem de 23 anos, que precisou se jogar de um veículo em movimento para evitar um estupro.

Veleuziano Castro, o delegado responsável por conduzir a investigação, afirmou que o comportamento de Marinésio pode ser descrito como o de um maníaco em série, de perfil desviante, e que o homem possui consciência dos seus atos.

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