“Eu não vou machucar ou levar os pertences de vocês, só quero entrar para a história. Ao fim do dia, vocês terão muita história para contar.” De acordo com os reféns, essa foi uma das frases ditas por Willian Augusto da Silva, enquanto mantinha 39 reféns em um ônibus que seguia pela ponte Rio-Niterói.

Com uma arma de brinquedo, uma faca e a promessa de que incendiaria o coletivo, o jovem de 20 anos chamou a atenção das autoridades policias e da imprensa na manhã dessa terça-feira (20).

Mesmo planejando a ação, diferente dos passageiros, que saíram sem ferimentos, o sequestrador acabou morto pelo disparo de um atirador de elite da Polícia Militar, após quase 4 horas de ação.

Segundo uma matéria publicada pelo portal UOL, nesta quarta-feira (21), o sequestrador parecia mais preocupado com a repercussão do caso do que em ferir os passageiros do ônibus. “Willian incentivava o uso dos aparelhos e, em certo momento, pediu inclusive um celular com TV: ele queria ver a repercussão do caso nas emissoras”, cita o veículo.

Em uma entrevista publicada pela GloboNews, um dos reféns relatou que o sequestrador não exigia nada dos passageiros. Willian parecia mais entusiasmado em saber como estava o congestionamento no trecho em que o ônibus ficou atravessado, impedindo o tráfego. “Ele ria muito, fazia piada com a gente”, cita a vítima.

Mesmo demonstrando ter planejado o passo a passo do crime, de acordo com o portal UOL, o jovem não tinha a intenção de sequestrar o coletivo 2520 Alcântara x Estácio.

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Polícia

Aos reféns, o suspeito teria relatado que buscava invadir o ônibus que atendia a linha Campo Grande, com um número menor de passageiros.

Ainda segundo o portal, o sequestrador chegou a mencionar que estava sob efeito de energéticos, "para manter a adrenalina", já que não dormia há seis dias. Apesar de detalhes tão particulares, Willian não revelou às vítimas a motivação do crime.

Entenda o caso

Por volta das 5h30 desta terça-feira (20), Willian Augusto de Oliveira anunciou um sequestro no coletivo 2520 Alcântara x Estácio, que seguia o trajeto da ponte Rio-Niterói.

Por quase 4 horas, 39 pessoas foram mantidas reféns, sob a mira de uma arma de brinquedo, uma faca e uma substância líquida, apontada pelo suspeito como gasolina.

O jovem de 20 anos, que falsamente se identificou como policial militar, obrigou o motorista do ônibus a parar o veículo na via, causando um longo congestionamento. Viaturas da polícia logo cercaram o local, chamando também a atenção da imprensa.

Por volta das 9h, o sequestrador saiu do coletivo, sendo alvejado pelo disparo de um atirador de elite da PM, estrategicamente posicionado. Ele chegou a ser levado com vida ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, mas não resistiu a uma parada cardiorrespiratória.

Conforme informado pela Polícia Rodoviária Federal, Willian Augusto da Silva não tinha passagens por outros crimes. Mesmo com as constantes ameaças de que o ônibus seria incendiado, nenhum dos reféns ficou ferido.

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