Nesta quarta-feira (16), os Católicos comemoram o dia de Santa Edwiges, padroeira dos pobres e endividados. Ela praticamente renunciou seus privilégios da nobreza e teria usado sua riqueza para ajudar quem precisava. Foi casada com o duque Henrique I, na Polônia e nasceu na Alemanha. Em tempos de crise, mesmo quem não é fiel pode fazer uma rezinha à santa para ajudar a pagar dívidas ou arrumar emprego.

O percentual de endividados no Brasil, com mais da metade da renda comprometida em dívidas, chegou a 73% no primeiro trimestre deste ano. O número de desempregados ultrapassou 13 milhões, segundo o IBGE. As celebrações em homenagem à santa começaram cedo em diversas paróquias por todo o Brasil e se estenderam ao longo do dia.

Edwiges foi uma princesa na Silésia (Polônia), conhecida por pagar dívidas de famílias que arrendavam suas terras.

Depois da morte de dois dos seus filhos se reclusou num mosteiro, onde continuou a ajudar pessoas carentes. Com a morte de seu marido, doou toda sua fortuna aos pobres. Morreu aos 69 anos em 15 de outubro de 1243 e foi proclamada santa em 1267.

Santa a serviço dos pobres

Por toda sua vida Edwiges professou sua fé, rezava com frequência e fazia jejuns até quase desfalecer, comendo apenas pão e água duas vezes por semana - nos tempos de quaresma diminuía ainda mais os alimentos.

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Religião

Influenciou seu marido em muitas decisões políticas que considerava mais justas. Aos 32 anos fez votos de castidade com consentimento do marido. Visitava presídios e saldava dívidas de pessoas presas por não pagar seus compromissos e muitas vezes ajudava outras pessoas a arrumar emprego. Junto com o marido construiu igrejas, mosteiros, hospitais, conventos e escolas. Viveu no mosteiro de Kitzingen até sua morte.

No local estão suas relíquias e é considerada hoje a padroeira da Silésia.

Em São Paulo, o Santuário de Santa Edwiges está localizado no bairro do Ipiranga. A pedra fundamental da construção data de 1926. Em 1973 aconteceu um grande período de expansão da devoção da Santa, trabalho realizado pela paróquia, ampliando o atendimento a romeiros. E nos anos 80, o padre responsável pela igreja - Eurico Dedino - passou a doação de alimento e roupas aos pobres, em substituição a flores trazida por romeiros e devotos - numa época do crescimento da favela de Higienópolis, relativamente próxima ao local, e que se tornou em pouco tempo a maior favela da América Latina.

Em 1983 começou a construção da atual igreja, que foi elevada à categoria de Santuário em 1997. No ano 2000 a igreja foi indicada para peregrinação, sendo sede de grandes eventos religiosos. A Paróquia Santuário efetua ainda obras sociais e educativas.

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