O papa Francisco realizou domingo, 13 de outubro, na praça São Pedro, no Vaticano, a solenidade de canonização de Irmã Dulce. Com a canonização, a freira que elegeu amor e caridade como pilares de sua vida, tornou-se a primeira santa nascida do Brasil. Por esse processo, Irmã Dulce passa a ser venerada e invocada como “Santa Dulce dos Pobres”. No Vaticano, para a canonização da freira, o Arcebispo de Salvador, e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, destacou que a vida dessa religiosa, sempre preocupada com as pessoas mais necessitadas, confirma que tudo é possível para quem acredita em Deus.

O Primaz do Brasil salientou que a santidade alcançada pela religiosa é também para todos os seres humanos que cultivam a paz e amor ao próximo. Além de Dom Murilo Krieger, compareceram a Roma no evento autoridades brasileiras como o vice-presidente da República, Hamilton Mourão; o governador da Bahia, Rui Costa; o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto; e os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. O padre Antônio Maria, a cantora Margareth Menezes e o sanfoneiro cearense Waldonys cantaram a música oficial da canonização de Irmã Dulce.

Caridade fez de Irmã Dulce o 'Anjo bom da Bahia'

Nascida em 26 de maio de 1914, em Salvador, capital da Bahia, a religiosa da Igreja Católica recebeu o nome de Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes. Sua assistência aos humildes rendeu-lhe o título de "Anjo bom da Bahia". Maria Rita teve dois irmãos, Aloysio Lopes Pontes e Dulcinha Pontes. A morte de Irmã Dulce ocorreu dia 13 de março de 1992, na Bahia.

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Com a freira brasileira, o papa Francisco canonizou também o teólogo e cardeal John Henry Newman; as religiosas Guiseppina Vannini, da Itália, e Mariam Theresia Chiramel Mankidiyan, da Índia. A lista de novos santos inclui também a catequista Marguerite Bays, da Suíça.

O milagre da beatificação de Irmã Dulce ocorreu em 2011, com a funcionária pública, Cláudia Araújo, de Sergipe. À época com 32 anos, atualmente com 50 anos, Cláudia teve um grave quadro hemorrágico após o nascimento de seu segundo filho.

Ao saber do caso, como amigo da família, o padre José Almí de Menezes visitou a enferma na maternidade, com a foto de Irmã Dulce nas mãos. Rezou no local pedindo intercessão da freira. Fez também uma corrente de orações pela vida da funcionária pública e ela foi salva.

Já o milagre da canonização foi com o maestro José Maurício Bragança Moreira, de Salvador, que também está hoje com 50 anos. Paciente de glaucoma, Maurício ficou cego durante 14 anos.

No dia 10 de dezembro de 2014, sem dormir devido a uma conjuntivite viral, colocou a imagem impressa de Irmã Dulce sobre os olhos, pedindo o alívio da dor. Ao acordar, começou a recuperar a visão.

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