Em entrevista na manhã da última segunda-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chamou o educador e patrono da educação de “energúmeno”. Na mesma entrevista, Bolsonaro deixou bem claro que apoia o ministro da educação da sua gestão, Abraham Weintraub, de cortar uma instituição que cuidava da programação da TV Escola desde 1995, por pedir no novo contrato de R$ 350 milhões para cuidar do canal.

Bolsonaro defendeu o Ministério da Educação dizendo que a TV Escola não tem nenhuma audiência e, além disso, deseduca ao invés de educar. Além disso, a instituição que cuidava da emissora cobraria para acontecer a assinatura do contrato com o valor muito alto.

Segundo a visão do Bolsonaro, é um dinheiro jogado fora. E a educação do Brasil teria uma avaliação péssima no ranking sobre educações graças às programações como da TV Escola, na visão do presidente.

Bolsonaro disse que a emissora tinha uma programação muito mais voltada para opiniões de “esquerda” e ainda disse que a emissora promove “ideologia de gênero” com dinheiro público. O presidente prevê que as mudanças do seu Governo sobre a educação só serão sentidas daqui cinco 5 ou 15 anos. Terminando, disse, que o educador Paulo Freire era um “energúmeno”, que no dicionário tem como significado “fanático, possesso ou endemoniado”.

No mês passado, o Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior) já tinha feito várias modificações no portal onde os professores procuram cursos para aperfeiçoarem sua profissão, tirando a homenagem ao Paulo Freire do seu nome.

O portal se chamava Plataforma Freire e agora passou a se chamar Plataforma Educação da Básica.

Bolsonaro ainda disse que no Pisa, o Brasil está em último lugar no ranking do mundo, tanto na matemática, na ciência e no português e ainda diz achar que um ou dois itens o Brasil estar em último lugar.

O órgão ao qual Bolsonaro estava se referindo era o Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudante).

Em uma avaliação bastante recente, em 2018, foram divulgados os dados somente em novembro desse ano, o Brasil não estava em último lugar. Por outro lado, o Brasil ainda tem um desempenho muito abaixo. Quem está em último no ranking dos países da América do Sul é a Argentina.

Sobre Paulo Freire

O educador Paulo Freire foi declarado o patrono da educação no Brasil no ano de 2012.

Freire desenvolveu métodos de ensino em cima de experiências de vida de pessoas e, principalmente, como alfabetizar adulto. O livro mais conhecido do educador, “Pedagogia do Oprimido”, é o único livro brasileiro a aparecer na lista dos cem pedidos mais frequentes de universidades de língua inglesa.

Os métodos de Paulo Freire vem sendo criticados sistematicamente pelos ministros do governo Bolsonaro, colocam a culpa do desempenho escolar no Brasil em vez de maiores investimentos no setor da educação e na melhor formação dos professores.

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