Mesmo antes de o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, entrar em contato com sua equipe depois de o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) levantar a possibilidade de desmembrar a pasta comandada por Moro, os assessores do ex-juiz da Lava-Jato já reagiram.

O que mais se ouviu nas conversas entre os membros da equipe do ministro foi: "surpresa" e "mal-estar". É o que afirma a matéria do site Metrópole.

Carisma

Sergio Moro, que é bem avaliado por boa parte da população brasileira, ao que parece exerce o mesmo carisma entre seus auxiliares, pelo menos com a maioria deles.

A notícia do possível desmembramento de seu ministério causou um abatimento em Sergio Moro, foi o que foi revelado em conversas em off de seus auxiliares. Os funcionários declararam que Moro chegou abatido ao seu ministério, porém resoluto.

Roda Viva

Na última segunda-feira (20), Sergio Moro participou do programa Roda Viva, da TV Cultura. Na atração, Moro demonstrou esforço para não desagradar ao líder do Executivo. Porém, para aqueles que estão ao redor de Bolsonaro o ex-juiz não agradou.

Houve a percepção por parte dessas pessoas que Mouro atribuiu a si próprio boa parte da responsabilidade pelos bons resultados nos índices da segurança pública.

Alguns governadores também reclamaram disto. Pela Constituição Federal, são eles os responsáveis por esta área.

A reportagem relata que esta queixa contra Moro foi externada na reunião ocorrida no Palácio do Planalto entre Jair Bolsonaro e os secretários estaduais de Segurança. Depois da reunião, Bolsonaro então teria cogitado dividir o ministério de Sergio Moro, após os secretários terem assinado um documento que apoiava a ideia.

Um dos assessores mais próximos de Sergio Moro afirmou que uma das principais razões do ex-juiz ter aceitado o cargo de ministro foi a possibilidade de poder contribuir na área da segurança. Sem poder participar deste segmento do governo, sua posição perde apelo, garantiu o assessor.

Numa demonstração de que está se tornando cada vez mais um político, Sérgio Moro não direcionou seus ataques diretamente para o presidente da República, ou nos outros membros do clã Bolsonaro.

Moro preferiu atacar os estados. Ele tem sido alvo de críticas dos governos da Bahia e do Distrito Federal, ambos os estados têm policiais federais que atuam na secretaria de Segurança.

Moro então mencionou para Maurício Valeixo, diretor da Polícia Federal (PF) ofício do mês de dezembro em que a corporação pede de volta os agentes que foram cedidos, informaram pessoas próximas ao ministro.

Os secretários de Segurança da Bahia e do Distrito Federal foram dois que assinaram o documento pedindo a divisão do ministério de Moro.

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